Seis (outros) jeitos de ganhar mais grana com sua música

Eis aqui seis conceitos para músicos profissionais entenderem para gerar renda. O SomosMúsica traz novas dicas fresquinhas pra que ganhe mais grana com sua música. Veja aqui…

Seis (outros) jeitos de ganhar mais grana com sua músicaPor Randy Chertkow and Jason Feehan

Uma das descobertas-chave da nossa pesquisa do mercado de música que rola há anos foi a de que músicos que deram certo lidam com sua carreira de maneira diferente do que os músicos que ainda não deram certo. Em “Uma abordagem nova de como ganhar dinheiro com música: Os 6 tipos de fontes de renda” a gente compartilhou os seis táticas que você pode usar para focar sua carreira e aumentar o quanto ganha de dinheiro com sua música. Aqui vão outras seis dicas de como músicos bem-sucedidos lidam com sua carreira, para você poder usar, passar a lucrar mais e construir uma carreira sustentável:

1. Gaste menos do que ganha

Nenhum negócio vai sobreviver se gastar mais do que ganha. Isso vale para firmas que aparecem na lista das maiores empresas da Fortune 500, para um boteco ou para um negócio do ramo da música. Uma coisa que descobrimos nas nossas pesquisas e entrevistas é que músicos que vivem só do seu som costumam ser empresários sovinas. Eles não gastam dinheiro que não precisam gastar. Eles têm o registro de tudo o que gastaram, e no que gastaram, eles conseguem abatimentos em impostos e eles são prudentes em como vão gastar dinheiro para criar música. Em suma: músicos bem-sucedidos gastam o mínimo possível quando é uma boa opção de negócio. Como uma regra de vida, você tem de se perguntar: “Se eu gastar R$ 1, vou ganhar de volta pelo menos R$1,01?

2. Tenha uma equipe

Aproveite ao máximo seu tempo e sua energia, que são recursos limitados, montando uma equipe para o seu negócio musical. Esses funcionários podem custar, mas conseguir delegar uma tarefa para alguém vai significar que você terá mais dinheiro para fazer sua música, criar novos produtos da sua banda ou emplacar seu som na TV ou no cinema. Se você encontrar sócios em quem confia, você pode ter um relações-públicas, um promoter e um empresário, para conseguir fazer mais coisas do que você faria sozinho. Com isso, você pode se dedicar a outras partes do seu negócio musical, ou criar o próximo álbum ou vídeo, enquanto sua equipe caça oportunidades para você.

3. Aprenda como aumentar sua renda

Você não precisa sempre lançar um álbum ou produto novo para aumentar suas vendas. Com frequência, é possível aumentar as vendas do que você já fez. Com a divulgação correta, digamos, um vídeo bem feito no YouTube (que deve ter um link levando o espectador direto para um site onde ele possa comprar sua faixa) suas vendas podem aumentar. Marketing e divulgação são especialmente úteis na hora de gerar fontes de renda passivas como as que discutimos neste post. Conforme o reconhecimento seu e dos seus fãs for crescendo, vão aumentar suas chances de serem ouvidos por pessoas que precisam de músicas para usar na TV, em videogames ou comerciais. É preciso sempre se perguntar como você pode aumentar as fontes de renda que já existem

4. Comece com sua intuição, mas decida usado dados

Quando você for ter ideias para si e para sua música, pode ser difícil saber por onde começar. Livros como The Indie Band Survival Guide (o guia de sobrevivência para bandas independentes) podem ajudar a decidir o que você precisa fazer para ter bom marketing e ser notado, ter sua música ouvida e seus vídeos vistos, para conseguir lucrar com seu som. Mas qualquer homem ou mulher de negócios te diria que você precisa de dados reais para medir o quão bem sucedidas foram suas tentativas. O número de vendas da sua música é o exemplo mais objetivo, mas você também pode usar ferramentas como NextBigSound, o número de views no YouTube, dados demográficos do Facebook e números de vezes que sua música é tocada no Spotify, para ter uma ideia de como as coisas estão indo.

Manter registro do seu desempenho também vai permitir que você faça testes A/B, em que você testa duas ideias uma contra a outra, e vê qual se sai melhor. Esses dados podem te ajudar a perceber uma tendência específica no desempenho de alguma música, e perceber que ela foi bem ou mal por algum motivo específico, e explorar esse motivo. Por exemplo, quando nossa banda, Beatnik Turtle, reparou que nossa música “Were All These Beer Cans Here Last Night?” tinha sido baixada 15.000 vezes, a gente percebeu que aí tinha alguma coisa. A música foi criada a partir da ideia de um jogo de tabuleiro, então fizemos brainstorms para criar um álbum inteiro que fazia marketing dos produtos. Isso era algo que nunca teríamos feito se não estivéssemos revisando nossos dados de consumo constantemente –nesse caso, o desempenho de downloads de MP3 no nosso site. As pessoas de negócios se despem de sentimentos e focam em números.

5. Entenda a regra 80/20

A regra 80/20 serve para tomar decisões melhores, e funciona assim: 80% da cerveja é comprada por apenas 20% dos bebedores de cerveja. Quando seu negócio tiver crescido um pouco, é possível que você descubra que 80% da sua renda vem de apenas 20% das fontes de renda. Conheça bem esse nicho do seu público e saiba como chegar neles da melhor maneira, para focar sua energia nisso. Mas não se trata só de clientes, isso também vale para seu marketing, relações-públicas, vídeos e mais. Foque-se no que está funcionando bem e questione-se se você pode aumentar essas oportunidades.

6. Decida se você quer fazer B-to-B ou B-to-C

Você, como músico, está numa posição única. Você pode focar em oferecer seus serviços e sua música para negócios (ou, como chamam no jargão, B-to-B, de business-to-business) ou diretamente para o consumidor final (B-to-C, no mundo dos negócios, de business-to-customers). A maioria dos músicos foca em vender direto para o cliente, já que eles estão acostumados a ganhar dinheiro vendendo discos ou ingressos para shows. Entretanto, muitos dos músicos bem-sucedidos que entrevistamos colocam mais ênfase em vender para outros negócios. Licenciar sua música para um diretor de trilha sonora de um programa de TV, escrever e gravar música para um negócio ou um anunciante, ou produzir e gravar a música de outras bandas. Esses são só três exemplos de venda B-to-B.

Construir uma base de fãs é uma tarefa difícil, que exige muito tempo para ser feita, mas tem um benefício enorme. Depois que você construir um público cativo, ele pode não só te sustentar, como outras empresas ou outras pessoas podem pagar para ter acesso a esse público: pense em patrocínios, parcerias com empresas, anúncios e mais. Construir relacionamentos exija que você faça networking com influenciadores. E você pode conseguir isso mais facilmente se tiver uma equipe em quem confia por trás de você. Se não tiver, caberá a você escolher em quem vai focar e ir atrás.

Agora você tem novas ideias para gerar renda e ganhar mais dinheiro com sua música. Faça mashups, misture elas, use-as e sempre se relembre do passos para fazer seu negócio musical crescer, bem como descolar futuras oportunidades de negócio para você e para seu som.


A revista Billboard Magazine chamou Randy Chertkow e Jason Feehan de “os mentores ideais para músicos independentes que querem navegar no mercado fonográfico, sempre em mudança.” Juntos, eles são músicos e estão fazendo seu álbum de número 21, também escreveram The Indie Band Survival Guide: The Complete Manual For The Do-It-Yourself Musician, e criaram o curso online de 15 horas Making Money With Music (CreativeLive). Também contribuem com regularidade para a Electronic Musician magazine numa coluna semanal que se chama “The DIY Advisor.”


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