Quais foram os pontos altos e baixos da sua música este ano?

A vida é feita de altos e baixos. A vida musical, então… Nem se fala. Um músico conta o que aconteceu de melhor e de pior com ele nos últimos meses, e pede para você compartilhar sua experiência

Por Chris Robley  

Conte para a gente OS MELHORES e OS PIORES momentos da sua carreira até este momento. 

Eu recebi uma mensagem muito boa dum artista na semana passada, dizendo que os posts do nosso blog e uma ida à conferência de músicos independentes DIY Musician Conference do ano passado foram o que ele precisava para “tomar coragem e começar uma carreira na música”. 

Foi super gratificante ouvir isso, mas foi a próxima parte do e-mail que mais chamou minha atenção. 

Ele disse que, desde o começo da sua carreira, teve “pontos baixos muito baixos” (tipo o amplificador quebrando duas vezes durante um show de casamento) e uns pontos altos muito altos (como um show corporativo em que ele recebeu um cachê maior do que o combinado, porque a plateia não parava de pedir bis). 

Uma montanha-russa profissional: a parte boa, a parte ruim, a parte horrorosa e a parte maravilhosa. 

Qualquer um que esteja tocando há mais de cinco minutos deve ter vivido sua cota (in)justa de pontos altos e de pontos baixos. Bom, a gente quer ouvir os seus! Seja para dar risada juntos, para aprender uma lição, receber um abraço ou simplesmente encontrar um pouco de simpatia e consolo. Eu acho que todo mundo sai ganhando nessa relação. 

Tá, eu vou primeiro… 

Meu melhor momento musical: ser o “Peter Gabriel.” 

Eu interpretei o cantor e compositor americano Peter Gabriel em uma reencenação de palco do seu filme de 1994, Secret World Live, com uma banda da pesada, numa casa de shows linda, com cenografia e coreografia, projeções 3D e a plateia mais da hora. 

E não foi só no ano passado, essas horas foram das melhores e mais divertidas da minha vida de palco. Eu escrevi sobre isso — e por que eu achei que o tributo musical funcionou tão bem — AQUI. 

Meu pior momento musical: não conseguir duplicar meu sucesso anterior.

Eu prefiro tocar músicas do meu repertório, mas é claro que às vezes acabo fazendo sets de covers em bares, restaurantes, pontos turísticos etc. 

No verão passado, eu toquei três horas de covers numa noite de sábado e foi tãããããooo bom. O pessoal mais velho adorou, a molecada da faculdade (ei, quem deu cerveja pra eles?) estava dançando, a platéia estava ótima. Uns amigos vieram me ver após o show para dizer que foi ótimo me ver fazer um show mais longo, com músicas dançantes. 

Então, quando marcaram de eu fazer um show parecido em outra casa de shows, duas noites depois (numa segunda), eu pensei “Por que mexer em time que está ganhando?” e toquei as mesmas músicas na mesma ordem. Foi um fiasco. Gente olhando para o nada. Umas palmas só por educação. Um outro amigo, que não tinha ido ao show do sábado, veio me ver. Perguntei o que diabos tinha acontecido, e ele disse: “Bom, acho que ninguém queria ouvir três horas de música deprimente”. 

Deprimente!!!? Eram AS MESMAS músicas que eu tinha tocado duas noites antes!!!!! As divertidas! As que era dançantes! Não é!? Não é???? 

Não é: uma noite diferente, em um lugar diferente, em um contexto diferente. Eu poderia ter visto que a energia do pessoal era mais tranquila. O público podia estar com outras expectativas. A acústica do lugar e o jeito que eu toquei podem ter sido diferentes. Bom, de qualquer forma, eu me senti invencível no sábado à noite, com uma fórmula para replicar quando quisesse e ter sucesso. 

Na segunda, eu fui embora constrangido e desanimado. Recebi o cachê e saí de fininho.. 

Ah, bom. Segue o baile. 


OK, é sua vez agora. Conte nos comentários quais foram seus melhores e piores momentos do ano passado.


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