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  • Entrevista Branco Ou Tinto

  • O Marcos Chomen da CD Baby entrevistou a banda Branco Ou Tinto sobre o seu novo álbum “50 SEGUNDOS”. Confira abaixo!

     

    Foto02Marcos: O novo álbum “50 segundos” “é conceitual e possui 10 faixas calcadas no blues norte-americano e no rock sulista daquele país, mas com cara, pegada e auto-exposição típicas da vida sertaneja urbana do Brasil”. Conte-nos um pouco mais da vida sertaneja urbana e como é a cena de Rock em Cuiabá e na região Central do Brasil?

    Branco Ou Tinto: 50 Segundos é o nosso álbum de estreia, o primeiro full length, após alguns singles e EP´s lançados. O que tentamos passar em nossas musicas são as experiências simples do nosso dia-a-dia. Esses relatos devem dar essa “cara, pegada e auto-exposição típicas da vida sertaneja urbana do Brasil”. Diferente do que algumas pessoas imaginam, Cuiabá não é só mato ou animais silvestres caminhando pelas ruas, mas ainda dá pra levar uma vida mais pacata por aqui. O Rock’n’Roll por aqui tem bons músicos e bandas promissoras e acreditamos que é uma das cidades mais produtivas do país. Claro que existem problemas como conhecimento e espaço para tocar, principalmente o autoral, mas acreditamos que tudo irá melhorar com o tempo.

    Falando sobre o Centro-Oeste, em dezembro do ano passado tocamos em Campo Grande (MS) e observamos algumas boas casas de shows e também boas bandas, destacando o blues e metal. De Brasília, tivemos o prazer de trazer algumas bandas para eventos em Cuiabá e foi bacana ver que o Rock por lá continua de excelente qualidade. Em Goiás ainda não conseguimos nos apresentar, mas sabemos da importância do Festival Goiânia Noise, da Monstro Discos, e do trabalho das bandas independentes por lá.

    No interior do Mato Grosso começam a surgir boas bandas e a galera está se atentando e abrindo mais espaços para o Rock. Por tudo isso e também pela aceitação da nossa banda em outras regiões do Brasil, acho que podemos dizer que a cena Rock está muito bem representada por aqui, obrigado. (rs)

     

    Marcos: Quantos shows vocês fazem por mês e o que vocês acham que falta no Brasil para Bandas Independentes poderem mostrar seu trabalho?

    Branco Ou Tinto: A quantidade de shows pode variar, mas em média fazemos 4 shows por mês. Nossa turnê de divulgação do álbum “50 Segundos”, por exemplo, já passou por 3 cidades (Cuiabá-MT, Cáceres-MT e Campo Grande-MT).  Agora vamos passar por 2 cidades de Rondônia (Porto Velho e Ariquemes) e mais 2 no interior de Mato Grosso (Sorriso e Sinop). Em abril estamos programando shows em São Paulo e depois seguimos para a região sul do país. Nos shows da turnê estamos oferecendo a pulseira download da CD Baby aos contratantes e isso tem ajudado muito nas negociações. Já distribuímos mais de 300 cópias de nosso álbum com as pulseiras em apenas 3 shows. Fora os shows da turnê de divulgação, fazemos shows em bares e festas particulares. Com relação a questão das bandas independentes, achamos que falta um pouco mais de interesse dos produtores em ouvir bandas novas. É lógico que a maioria das bandas pecam na divulgação de seu material, mas algumas são realmente boas no trabalho com as mídias sociais e tem boa assessoria de comunicação, mas mesmo assim não conseguem ganhar muito destaque na mídia especializada. Outro fator que as bandas independentes sempre enfrentam é a falta de incentivo do poder público e a falta de espaços públicos para os artistas em geral mostrarem seu trabalho.

     

    Marcos: Como vocês usam as mídias sociais para divulgação? É efetivo o retorno?

    Branco Ou Tinto: Usamos as redes sociais efetivamente todos os dias. Também sempre ficamos atentos às novidades e dicas úteis que encontramos na internet, lendo bons livros sobre o assunto e ficando antenados com as novidades. Com toda certeza temos um excelente retorno em dedicar um precioso tempo na divulgação em redes sociais, mas é claro que tudo é feito com muito planejamento e pesquisa. Além disso, várias vezes conseguimos negociar os shows usando apenas o Facebook ou Whatsapp, que reduz muito os custos com ligações por exemplo.

     

    Marcos: Vocês não usaram nenhum incentivo do poder público. Como conseguiram investimento para a produção do novo álbum? Utilizaram Crowdfunding? E os primeiros álbuns?

    Branco Ou Tinto: Nós pagamos a produção do álbum com o próprio trabalho da banda (shows, acessórios, Singles e EP’s). Também tivemos apoio de vários amigos queridos da banda, pessoas que acreditam muito em nosso trabalho. Inclusive do produtor do álbum, Tchucka Jr, que fez questão de ajudar no que pode para realizar e concretizar este trabalho. Ainda não utilizamos o Crowdfunding mas pretendemos usar futuramente. Não sentimos que agora seja o momento de realizar um projeto como este, mas achamos muito importante e com certeza utilizaremos. Os trabalhos anteriores foram Singles e EP’s que gravamos em estúdios mais modestos ou fizemos gravações caseiras.

  • História de sucesso CD Baby: Famasloop

  • Famasloop_live

    Como uma banda sem fãs virou sucesso internacional
    Quando perguntados sobre seus fãs, os venezuelanos do Famasloop te corrigem rapidamente: eles não têm fãs, eles têm  Famasloopenses — uma expressão nascida do relacionamento único que têm com seus admiradores, e um termo que as pessoas usam para se auto-identificar e farrear. “Primeiro e antes de tudo, nossa tática é de não chamar as pessoas que nos ouvem de ‘fãs’. Um fanático é alguém que não está aberto a novas ideias. O mundo (e a Venezuela em particular) está cheio de fanáticos, e eles não estão ajudando em nada. Tratamos as pessoas que nos ouvem (também conhecidas como Famasloopenses) como iguais, como amigos, pessoas inteligentes e com discernimento. Tentamos estabelecer um diálogo com eles e chamá-los para ser parte do que fazemos. Isso CDBPT_successFamasloop-sidebarexige que nos reinventemos o tempo todo.”

    E é isso que eles têm feito desde 2006; Famasloop  dança na sua própria batida e faz música que mistura ritmos eletrônicos, latinos, pop, rock, hip-hop trip-hop, batidas afro-venezuelanas, música clássica, hindu, tango e jazz no que a banda chama de “Cucú Pop.” Feita com batidas animadas e letras fortes que mostram a mudança social na terra deles, Venezuela, o Cucú pop tem como regra: “É primeira regra é não ter regras.”

    Sua dedicação — aos admiradores, sua visão musical sem restrições, e sua meta de ver real melhora social — concedeu a eles reconhecimento mundial, duas indicações ao Grammy Latino e canções em dois longas-metragens. Eles também tocaram em inúmeros festivas pela América Latina, incluindo Circulart e BAFIM, dois dos maiores eventos da América do Sul.

    Com seu último álbum lançado pelo CD Baby, as possibilidades para o Famasloop cresceram ainda mais.  Eles já avançaram muito em sua carreira, e confiam no CD Baby para fazer a distribuição de seu som, porque tornamos fácil para eles criar, compartilhar e vender suas músicas do jeito que queriam, ‘porque isso é importante para o Famasloop, e é o que temos no CD Baby. “O CD Baby permite que o pop El Cúcú esteja a só um clique de distância dos Famasloopenses ao redor do mundo”

    A melhor hora para ser ouvido é agora.
    Esteja você só começando ou já tenha algumas músicas de sucesso com seu nome, o CD Baby pode te ajudar a conseguir mais com seu som, não importa onde você e sua música morem. Trabalhamos com iTunes, Amazon, Spotify e muitas outras lojas virtuais para distribuir sua música e também podemos estocar, vender e despachar seus CDs e Vinis físicos, para você não ter de se preocupar com essas coisinhas..

    Você faz a música. Nós a vendemos para todo o mundo. Quer saber mais?
    Comece aqui!

  • Entrevista Señor Loop

  • senorloop2.jpgO Señor Loop é uma Banda de Rock Independente do Panamá, com 10 anos de carreira e 3 ábuns distribuidos pela CDBaby. Vamos conhecer um pouco do ponto de vista de uma Banda Independente de Rock na América Latina nessa entrevista.

     

    1 . Vocês já têm mais de 10 anos como uma banda e bem sucedidos. Como sabemos , não é fácil chegar a este ponto, que conselhos daria aos artistas e bandas novas ? Como é que eles passam a ter uma carreira bem sucedida e abrangente ?

    Conselho? É difícil dizer a um artista o que fazer, mas acreditamos que o que nos trouxe até onde estamos é a nossa perseverança e por ser fiéis à nossa música, sempre tentando fazer algo original e encontrar a nossa identidade. Para qualquer músico que está começando eu diria para tocar ao vivo em toda oportunidade que tiver, um artista ou banda está no palco , e não em imagens bonitas e promoções na Internet .

    Como chegamos ? Não temos uma máquina de promoção, por isso de certa forma não temos idéia. Na maioria dos casos a nossa música tem falado por nós e tem viajado longas distâncias sozinha. Com isto queremos dizer que não existe uma fórmula eficaz de fazer e ousar , ninguém vai te procurar, você tem que pegar sua mala e ir a todos os lugares que você puder , fazer conexões com artistas na mesma situação , juntar-se a eles , ir a outros países e eles virem para o seu, etc …

    2. Eu li que vocês tiveram alguns concertos em várias partes da América Latina – o que você pode falar de como conseguiram essas oportunidades , assim como a logística para ir ? Vistos ? Alfândega ?

    Nestes casos específicos , vistos e logística são as coisas menos complicadas . O ponto importante é encontrar fundos para pagar milhares de dólares em bilhetes de avião. Com a nossa música temos recebido muitos convites para festas ou para shows em outros países, como nós somos uma banda independente , que não produz ganhos de shows internacionais , a única maneira de chegar a tocar em outros países é a auto-gestão, entre dinheiro que conseguimos em shows no Panamá e amigos que investem ou querem nos ajudar , é assim que conseguimos fazer tours na América Latina. Muito obrigado a aqueles que nos ajudaram nesta jornada de 10 anos.

    Cada um dos convites para festivais da América Latina foi graças aos seus organizadores que nos viram tocar ao vivo , ou em showcases que organizamos no Panamá, ou atividades que trazem um intercâmbio internacional , o Green Festival FVCM , que já tem 5 edições , ou também o Festival Open, por exemplo. No próximo verão , vamos a todos os festivais internacionais no Panamá, que vai trazer coisas boas com certeza .

    3 . Qual é a estratégia para planejar as tours ? Como era no início de sua banda, e como é agora ?

    No início da banda, em 2000 , íamos muito a Costa Rica. É perto , você pode ir de ônibus e tocar em festas grandes, então era como a nossa segunda casa. E nos discos seguintes
    a coisa tornou-se mais séria, e queríamos mostrar a nossa música em grandes Festivais. O disco que começou a nos levar a grande festivais foi MCMLXXXII . Fomos para o rock al Parque , na Colômbia, Venezuela Novas Bandas , Icaro Film Festival , na Guatemala e também começamos a ser convidados para festas no Panamá.

    4. Qual é a sua pior experiência como uma banda ? O que aprenderam com essa experiência ?

    A pior experiência é tocar em um Grande Festival as 2 da tarde com capacidade de 80 mil e pessoas e um público de 100 mil. O que você aprende com isso? Talvez a não ser tão chorão! (risos)

    5 . Qual foi sua experiência mais bem sucedida – como algo que queriam muito fazer e conseguiram?

    Acho que a nossa maior conquista como banda foi trabalhar com Terry Brown , que mixou o nosso disco Vikorg . Este homem é um herói para nós, ele trabalhou nos álbuns mais lendários do Rush, também com os Rolling Stones, Hendrix , The Who e outros; foi uma experiência linda, uma
    pessoa super profissional e amável, sem nenhum problema de ego em sua cabeça , agora temos um novo amigo, e dos grandes!

    6 . Encontrei sua página no Kickstarter – http://www.kickstarter.com/projects/1742907704/be-part-of-senor-loops-new-album-0/comments Voce pode comentar um pouco sobre esse projeto? Como foi o processo de utilização do Kickstarter como forma de levantar os fundos para terminar o seu álbum? Voces recomendariam para as outras bandas usar o Kickstarter ?

    Ok . Vamos voltar para Terry Brown e os grandes caras . Trabalhar com alguém deste porte produz custos que nunca tivermos contato.
    Então a campanha no Kickstarter para Vikorg foi para pagar USD 20.000 para mixagem e masterização . Foram momentos muito tensos , um monte de trabalho para promover nas midias sociais, rádio e TV, mas quando nós assumimos a campanha , tudo mudou , e foi um sucesso, nós devemos isso aos nossos fãs que fizeram campanha pessoal para nossa promoção no Kickstarter . Ainda não consigo acreditar!

    E sim, recomendamos utilizar o Kickstarter , é o futuro. Mas há muito trabalho a fazer, não é fácil. Pode ser que não aconteça nada, mas vale a pena tentar , Kickstarter é como um mundo utópico onde todos têm a mesma oportunidade.

    7 . Qual foi o momento em que vocês decidiram que era hora de levar o seu trabalho para o mundo?

    Sempre acreditamos em nosso material, exceto que a princípio ninguém nos ouvia, gradualmente conhecemos pessoas e viajamos, nós crescemos como indivíduos e como uma banda , eu acho que tudo começou quando estávamos realmente prontos para enfrentar! Também no momento em que seus discos estão no CDBaby , você está pronto para sair e vender a sua música tocando em outros países e se alguém estiver interessado podem comprar o seu álbum de qualquer lugar do mundo.

    8 . Quais são as estratégias para conquistar os fãs – tanto em seu próprio país quanto no exterior – que têm sido mais bem sucedido para você ?

    A estratégia ? Tocar ao vivo! Tocar bem. E tudo que aconteceu com Señor loop fora do Panamá foi alguém gostar da música e passar para o seu amigo e então para um outro amigo e assim se torna um vírus, somos um produto de intercâmbio e relações entre as pessoas.

    9 . Se você pudesse começar de novo , quais são as coisas que você faria diferente?

    Talvez um nome de banda menos individualista ! Señor Loop às vezes soa como uma pessoa e nós somos uma banda . Los Ceviches ? Ou Los Humanóides do Rio Mata-ahogao (risos)

    10 . E, finalmente, como CD Baby tem sido parte de seu sucesso como uma banda?

    Ufffff ! Devemos muito à oportunidade que o CDBaby cria. Queremos mandar abraços para os loucos que o inventaram! Hoje vendemos a nossa música sem precisar de uma corporação fazendo isso .

    Conheça mais do Señor Loop

    Álbuns no CDBaby

    Site Oficial

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  • Como Macklemore alcançou o sucesso sendo independente

  • Os norte-americanos Macklemore & Ryan lançaram seu primeiro álbum, “The Heist”, no fim de 2012. Independente, o disco é distribuído pelo CD Baby e estreou em segundo lugar na parada da Billboard, permanecendo até hoje na lista de top-sellers do iTunes, no gênero hip hop.

    Você já deve ter ouvido a música “Thrift Shop”, certo?

    Macklemore & Ryan são de Seattle e trabalharam muito para alcançar o sucesso com as suas próprias mãos. Abaixo, você pode ver um documentário feito por Jabari Johnson, que viajou até a cidade dos rappers para descobrir como eles alcançaram o sucesso de forma independente. É uma história de muito trabalho, dedicação e confiança em seu próprio trabalho.


    O CD Baby e os nossos serviços vêm acompanhando e fazendo parte da vida dos músicos há anos, ajudando na administração e planejamento das suas carreiras; fazendo uma das partes mais importantes: distribuindo as suas músicas de todas as maneiras possíveis e fornecendo formas de os músicos lucrarem com elas.

    Distribua você também as suas músicas com o CD Baby: https://pt.members.cdbaby.com/

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  • Entrevista com Arnaldo Baptista

  • O álbum “Singin’ Alone”, de Arnaldo Baptista, foi remasterizado pela Classic Master e agora está sendo relançado digitalmente. Para o CD Baby, é uma honra fazer a distribuição digital desta obra-prima da música brasileira.

    Aproveitamos para conversar com o ex-líder d’Os Mutantes sobre a sua paixão por amplificadores valvulados e também pegarmos algumas dicas e ensinamentos de vida para os músicos com o mestre.

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    Foto: Fabiana Figueiredo
     

    Como foi fazer, produzir, mixar o álbum “Singin’ Alone” sozinho? Hoje, muitos artistas estão seguindo essa linha. O que você diz sobre isso?
    Tenho a impressão de que esse lado de fazer tudo sozinho, eu faço no sentido de distribuir tudo em etapas. Eu, por exemplo, aqui no meu som pessoal, possuía um gravador ruim antigamente, mas produzi o LP por etapas, daí consegui fazer o LP “Disco Voador”, com aquele equipamento mais ou menos que eu tinha. Agora, eu estou muito melhor, vou botando as etapas mais para frente. A experiência que tive é que o meu lado musical é único e que eu sou meio excêntrico. Eu prefiro amplificadores valvulados.

    Você pediu para terem algum cuidado especial com a remaster deste álbum?
    Exatamente, ele fizeram utilizando aparelhos valvulados, que fazem com que o som tenha mais graves e médios, que o amplificador digital não possui

    O que você diria para um músico que quer comprar um amplificador valvulado? Alguma dica?
    Isso é interessante, porque o único que eu consegui comprar é importado e americano, chama-se Audio Research, em inglês, é pesquisa de áudio e eles fazem valvulados. Mas isso é uma coisa que tem que envolver muitas pesquisas. Uma vez, fui na casa de um amigo, Rubens, em São Paulo, e imagine que ele fez uma coisa. Ele foi no cine Comodoro, o Cinerama, e comprou todos os alto-falantes, tudo de 18 polegadas, e ligou todos em amplificadores valvulados. Então, a casa dele é um verdadeiro museu de som, com tudo valvulado da fábrica Mcintosh, espécie de Rolls Royce dos amplificadores valvulados. É uma coisa interessante esse lado excêntrico da pessoa que prefere ouvir, uma audiofilia, o amplificador valvualdo. Nesse sentido, ele tem um som mais redondo e menos estridente que o transistor.

    Qual é a maneira que você mais gosta de gravar?
    Quando posso estar aqui em casa, onde tenho todo o equipamento que preciso utilizar. Hoje, nos estúdios, não encontro mais amplificadores valvulados e instrumentos Gibson, órgãos Hammond e etc. Então, eu prefiro gravar aqui em casa com o meu equipamento e fazer o possível para agradar todo mundo, inclusive a mim.

    Que equipamentos você vem usando atualmente nos shows?
    Como eu falei, eu sou excêntrico e prefiro só valvulado. Me da até uma espécie de ânsia de vômito quando ouço amplificador transistor, digital. Então, estou fazendo assim, há males que vem para o bem: se o mundo é muito duro é porque você é mole, se o mundo é mole é porque você é duro. Então, eu preferi ser elástico. Eu fiz um show sem bateria, contrabaixo e guitarra, só com piano e um amplificador digital. Mas há males que vem para o bem. Eu fiz esse meu show no palco do Teatro Municipal de São Paulo, então foi um show maravilhoso e que parece que todo mundo gostou. Mas eu ainda não desisti, ainda vou conseguir um amplificador P.A. valvulado.

    Qual é o segredo para um bom show?
    O segredo para um bom show é inspiração e motivação. Às vezes, a gente se sente mal um dia e, de repente, vem um show, e nós temos que nos virar. Para um músico, não importa isso. Artista tem que estar sempre bom. Então, a melhor coisa é inspiração e motivação. Às vezes, um problema de camisa que não abotoa, você faz um show mal, mas o show business sempre tem isso de imprevistos. Então, a gente sempre conta com isso quando faz show, o lado que é imprevisto, então a gente tem que improvisar.

    O que você falaria para os músicos que estão começando?
    Eu tenho a impressão de que consciência é uma coisa importante na vida da música, poesia e composição. Então, ter consciência é uma coisa muito profunda e deixar as pessoas ligadas no som.

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  • Entrevista Edu Falaschi – Almah

  • O ALMAH foi criado no ano de 2006 como um projeto solo de Edu Falaschi (cantor do Angra na época, uma das bandas mais famosas de Metal Brasileiro no mundo) e contou com músicos de renome como Edu Ardanuy (guitarrista do Dr.Sin), Emppu Vuorinen (guitarrista do Nightwish), Cisão Machado (baixista de Tom Jobim), Lauri Porra (baixista do Stratovarius), Casey Grillo (baterista do Kamelot) entre outros.

    Em 2013 o grupo começou a trabalhar no quarto álbum de inéditas, intitulado “Unfold”. O material foi gravado no Brasil e mixado/masterizado pelo produtor francês Damien Rainaud no Darth Mader Music em Los Angeles, Califórnia/EUA. A arte da capa foi desenvolvida pela artista carioca Nathalia Suellen (Lady Symphonia).“Unfold” tem lançamento mundial em Outubro e Novembro de 2013 pelo CDBaby.

    Falaschi tem experiência mundial onde cantou com o Angra e Almah os principais festivais de Metal no mundo. EM 2013 participou do Rock’n Rio com o Almah e foi convidado para dar uma canja com o Dr. Sin no Monsters of Rock (foto) e a tour do Almah para Novembro na Europa está fechada (veja aqui http://almah.com.br/)

    Entrevistamos  o Edu e aqui vão algumas dicas para uma carreira internacional.

    1. Você tem anos de sucesso (mundial) na estrada e todos sabemos que não é fácil chegar lá. Que conselhos você daria para as bandas e artistas iniciantes, o que não pode faltar? Quais os caminhos para uma carreira internacional?
    Tem que ter muita auto confiança, mas acima de tudo, auto-crítica! Tem que tentar ser o mais original possível e não ter medo de ousar!
    Fazer um cd com qualidade internacional é fundamental e com produtor! Daí é só correr!

    2. O público do Almah é mundial, e cada país tem sua cultura, as vezes com interesses e visões bem diferentes do Brasil. Como é o processo de composição das letras? Como “falar” com um público do Japão e da Alemanha ao mesmo tempo?
    Apesar das culturas diferentes falamos a língua do coração que é a música e sobre coisas que são inerentes a vida de qualquer ser humano, sobre sentimentos, situações e no “Unfold” especificamente falo muito sobre superação e força de vontade!

    3. Definir Metal hoje é bem diferente do que dez anos atrás. Como você vê o futuro deste gênero? E o público?
    Metal passa de pai pra filho, sempre existirá, não depende de tendências, é um estilo que não é “o forte” em nenhum país, talvez só na Finlândia o metal seja preferencia nacional, mas no resto do planeta é só mais uma fatia do mercado e não é das maiores, mas com certeza é uma das mais consistentes e duradouras.

    4. Você considera o Almah uma Banda Independente? Se sim, como vocês gerenciam a banda?
    Sim, somos independentes mas temos distribuidoras e outros parceiros, não da mais pra fazer tudo por nós mesmos, a banda cresceu, precisou de uma estrutura maior e mais gente ao nosso lado! Temos também nossa empresária Monika Cavalera que nos ajuda muito, mas todos os detalhes passa por mim pelo Marcel Barbosa e Marcelo Moreira que me auxiliam nas tarefas da banda, é muita coisa, cansa, mas da prazer.
    Mas quem nos move são os fãs!

    5. Você é produtor dos álbuns do Almah. Qual o lado positivo e negativo? Quem ajuda você a dar a palavra final?
    Somos uma banda, tudo é decidido em conjunto, claro que tenho um peso maior por ter criado a banda, ser o principal compositor e ter tido a experiência do mercado profissional com o Angra. Mas os Marcelos também tem muita experiência e estão sempre me ajudando, aprendo muito com eles.