Portfolio category archives: nossas-bandas

  • Como um músico está vivendo do YouTube: uma entrevista com o TryHardNinja

  • Screen Shot 2017-05-19 at 2.18.16 PM

    Com milhões de views e mais de 500 mil assinantes, TryHardNinja (cujo nome de batismo é Igor) não está só usando o YouTube para se conectar com os fãs. A plataforma musical é o centro da sua carreira.

    “Eu existo por causa do YouTube”, diz o Igor. “É a minha primeira forma de divulgação, e cerca de 40% da minha renda com música vem do YouTube.”

    E isso é só o dinheiro que ele está ganhando com anúncios nos seus vídeos. Já que o YouTube é uma ferramenta de divulgação que ele escolhe, muito do dinheiro que o TryHardNinja ganha com download e streaming também se deve a seu canal de YouTube, indiretamente.

    O Igor é um dos expoentes da Gaming Music, um gênero de música relativamente recente que combina elementos de pop, rock, dance music e hip-hop, com letras inspirada em videogames. Esse tipo de música com fan fiction pode parecer uma coisa de nicho, mas há sempre mais games surgindo (fantasia, esportes, ação etc.) no passar das quatro últimas décadas (de Ms Pac-Man a Call of Duty). E, fazendo de paródias a homenagens, a Gaming Music oferece algo para todo mundo.

    O TryHardNinja não está só pegando ouvintes casuais com umas músicas engraçadas: ele conseguiu se estabelecer num mundo de jogadores dedicados de videogame, que estão ávidos por vídeos e músicas que falem sobre seu universo. É o tipo de conexão que todo artista, do cantor de rock ao humorista de YouTube, sonha em ter

    “O YouTube te proporciona uma conexão direta com o público”, diz o Igor. “É o melhor jeito de construir uma relação, cara a cara”

    O Igor usou essa conexão — junto com alguns vídeos novos por mês e o programa de monetização de vídeos de YouTube CD Baby’s YouTube Monetization Program — para dar um gás na sua carreira.

    “A CD Baby me ajudou a distribuir minha música para o mundo todo, para as melhores lojas virtuais e plataformas de streaming, e eles me ajudaram também a recolher a renda gerada pelos meus vídeos que as pessoas compartilharem no YouTube,” diz Igor.

    Com a CD Baby, você também poderia estar ganhando dinheiro no YouTube — e não SÓ pelos vídeos que você sobe no seu próprio canal. QUALQUER vídeo no YouTube que use sua música. Este serviço está incluso em qualquer distribuição nos planos CD Baby Standard e Pro, então inscreva-se agora e comece a ganhar dinheiro com sua música na maior plataforma de vídieos do mundo!

    Como um músico está vivendo do YouTube:  uma entrevista com o TryHardNinja

    Ter sucesso no  YouTube não é algo que acontece do dia para a noite, é claro. É necessário ter planejamento, criatividade e dar duro. Então eu pensei em fazer umas perguntas pro TryHardNinja sobre a sua carreira, seus vídeos e como ganhar seguidores no YouTube.

    Não importa qual seja seu estilo musicla, essa conversa aqui embaixo deve te interessar.

    Uma entrevista com TryHardNinja sobre como ganhar dinheiro com sua música no YouTube

    Primeiro, quem ou o que é o TryHardNinja, e que tipo de música você cria?

    Meu nome de verdade é Igor, mas eu uso o nome TryHardNinja para fazer música de videogame. Eu gosto de criar músicas diferentes, inclusive hip hop, rock, electrônico e pop. Independente do gênereo, todas as minhas músicas são inspiradas por videogame

    Como você começou a fazer música, e o que te levou a criar o TryHardNinja?

    Eu comecei com um canal em que jogava videogame e comentava. A música sempre fez parte da minha vida, desde que tenho 16 anos. Eu cantava no coro quando estava no ensino médio, atuava em musicais da escola e também tive uma banda de heavymetal. Eu participei de um concurso no YouTube para ver quem fazia a melhor música de videogame. Eu ganhei e depois a música ficou tão popular que percebi que havia um público para esse estilo, e não parei mais.

    Você já enfrentou problemas de direito autoral, já que muito do seu som e dos seus vídeos é baseado em obras que existem?

    Eu nunca tive problemas com direitos autorais. Nunca. As empresas na verdade me incentivam, e eu trabalho com vários departamrntos de relações públicas das empresas, que fornecem os materiais de que eu preciso para fazer música.

    O que você responderia a um artista que diz que não dá para ganhar dinheiro no YouTube?

    Eu diria que ele está louco. A minha experiência com o YouTube é a de que ele te permite ter uma conexão direta com o público, do melhor jeito possível: cara a cara, para desenvolver um relacionamento a longo prazo e estabelecer uma relação duradoura. O YouTube é uma rede social. Se você acha que faz sentido usar o Twitter ou o Facebook para promover seu conteúdo, não deveria negligenciar o YouTube. Cada vez mais pessoas esperam conteúdo visual para acompanhar suas músicas, e o YouTube é a plataforma número 1 de consumo de música no mundo.

    Se você tem uma estratégia de YouTube, como a resumiria?

    Como eu sou um músico com a carreira baseada no YouTube, eu tento dar aos assinantes não só as melhores músicas que eu consigo fazer, mas também os melhores vídeos. Minha tática é conquistar assinantes com conteúdo de qualidade e fresco.

    Você cria a maior parte dos seus vídeos, ou contrata ilustradorres, editores, diretores etc?

    Alguns vídeos são criados por mim e outros são colaborações com vários animadores gráficos e artistas.

    Qual é o seu orçamento por vídeo?

    O orçamento varia. Às vezes conseguimos produzir de graça e às vezes fazemos parcerias. Em outros casos a gente combina uma divisão do lucro. E há vezes em que cobramos até US$ 13.000 para a produção de um vídeo de música.

    Existe um equilíbrio entre os tipos de vídeo, que você goste de manter (videoclipes com muita promoção, vídeos que só usam a arte do álbum, prévias etc.)?

    Eu postei vídeos só com audio de todas as faixas do meu último álbum. Estou começando a soltar os vídeos com letras agora. Os videoclipes virão em seguida.

    Com que frequência você posta seus vídeos?

    Eu tento postar pelo menos 2 ou 3 por mês.

    É importante manter um cronograma para postar vídeos?

    É extremamente importante postar com frequência. Mas eu também não posto demais, para não congestionar as caixas de entrada das pessoas

    Como você faz para compartilhar vídeos (tanto no YouTube quanto fora)?

    Twitter, Facebook, Instagram, YouTube mandam notificações automáticas para todos os meus assinantes. Às vezes eu faço um live no Twitch também.

    E, depois que as pessoas viram o vídeo, como você faz para convencê-las a assinar, comentar, compartilhar?

    Eu geralmente coloco uma vinheta após o vídeo, agradecendo pelo view e avisando que a música pode ser curtida e compartilhada.

    Alguma dica para artistas que estão lutando para manter o conteúdo dos seus canais consistente?

    Quando tudo der errado, faça um vlog discutindo suas ideias. Ou tente um cover de outra música.

    Você faz parcerias com outros YouTubers? Se faz, que efeito essas colaborações tiveram?

    Sim, eu fiz parcerias em músicas com BrySi e Miracle of Sound, no meu primeiro álbum. No meu novo álbum eu tenho uma canção chamada “With You”, com Lindee Link. O vídeo de letras de “With You” foi lançado um fim de semana depois. E o vídeo com animação, na semana seguinte. Eu diria que, entre todas as minhas colaborações, as que ficaram mais populares foram com o Captain Sparklez. Quando eu fiz uma parceria com ele, minha música “Take Back the Night” entrou na parada da Billboard duas vezes. Ela estreou no segundo lugar da parade de dance musica da Billboard e ficou lá por semanas. “Take Back the Night” também entrou para o top 50, no número 45, da parada de 2014 da Billboard, Hot Dance/Electronic songs.

    Você está incentivando outros usuários a criarem vídeos no YouTube usando sua música? Como? Ou está acontecendo organicamente?

    Está acontecendo organicamente, mas eu lanço versões instrumentais e à capela, para as pessoas poderem fazer covers e remixes.

    Como você acha que  YouTube vai moldar o mercado fonográfico nos próximos 5 anos?

    O YouTube já é o maior site de streaming de música do mundo, e acho que isso vai seguir crescendo. O YouTube lançou há algum tempo seu YouTube Music Key, um serviço para competir com Pandora e Spotify, então com certeza vai ser interessante ver como isso vai caminhar. Eu acho que streaming será a maneira número um de se ouvir música dentro dos próximos três anos e, por isso, o YouTUbe vai ter um grande papel nesse mercado.

    O que a renda do YouTube representa no todo da sua arrecadação?

    Cerca de 40% da renda que tenho com música vem do YouTube.

    Você foca PRIMARIAMENTE no YouTube? Ou o YouTube é só outro meio de encontrar a demanda por sua música?

    Eu existo por causa do YouTube,  então eu diria que essa é minha forma primária de divulgação. Entretanto, minhas músicas estão disponíveis em iTunes, Google Play e Amazon também.

    Como você usa as playlists do YouTube?

    Elas são organizadas por álbum, e tem outra só com músicas de Mine Craft, porque esse jogo é bem popular.

    Você tem uma ideia de quanto seus acessos no YouTube são responsáveis pelas vendas em iTunes, Amazon e CD Baby?

    Sim, toda vez que eu posto uma música no YouTube há um pico de vendas que dura dois ou três meses.

    Parece que muitos músicos que encontraram sucesso no YouTube dão o mesmo conselho: “você só tem que começar.” Qual seria o seu conselho para um músico que nunca colocou muita energia no YouTube? Como começar? Que expectativas eles devem ter? Que metas devem traçar para si mesmos?

    Você começa fazendo, sem expectativas ou regras, e essa é a beleza do YouTube. Você pode fazer o que quiser. A coisa mais importante é se expor, para as pessoas saberem que vocẽ está lá. É bom traçar metas, mas elas devem ser realistas. Acho que os melhores conteúdos para postar são coisas que você estaria fazendo, estivesse no YouTube ou não. Se você pegar o violão e começar a dedilhar num domingo à tarde, isso poderia ser um vídeo para divulgar o seu talento. Eu também recomendo às pessoas estabelecer um cronograma. O meu é de postar um vídeo a cada duas semanas..

    O que você diria para as pessoas que têm medo de ter sua música pirateada no YouTube?

    Se as pessoas estão pirateando a sua música, significa que você está no caminho do sucesso. E, se você está a caminho de ser um músico de sucesso, elas vão piratear sua música, independente de ela estar no YouTube ou não. Se você não colocar no YouTube, alguém vai. Se você puser, pelo menos vai poder lucrar com a monetarização do seu som.

    [Nota do editor: com o programa de monetarização de YouTube da CD Baby, YouTube Monetization Program, você vai receber um pagamento por publicidade em QUALQUER vídeo do  YouTube  que usar sua música, não só os vídeos que você publicou no seu próprio canal]

    O que a CD Baby permitiu que você fizesse por sua carreira?

    Ela me ajudou a distribuir minha música para o mundo todo, para as lojas digitais top e os melhores serviços de streaming. A CD Baby também me ajudou a coletar a grana gerada com as repostagens dos meus vídeos no YouTube.

    Algo mais que a gente precise saber? O Estado em que você nasceu? Seu tipo de mostarda predileto? Novos projetos?

    Eu acabo de lançar um novo álbum, chamado “Pick A Universe.” Está disponível no iTunes, Google Play, e Amazon. Este ano vou focar em lançar muito conteúdo no meu canal. Vou lançar todos os vídeos de letras e clipes das músicas no YouTube, então fiquem de olho!

    —-

    Para ouvir mais músicas do TryHardNinja , visite sua página na CD Baby ou seu canal no YouTube.

    Desenho do TryHardNinja feito por iggyt14, e originalmente postado no site Deviant Art.

    YouTube Guide

     

     

  • Como a banda WALK OFF THE EARTH usou o YouTube para conseguir um contrato de disco

  • Uma entrevista com Ryan Marshall do WALK OFF THE EARTH

    [Esta entrevista, conduzida pela Megan Liscomb, apareceu antes no blog TakeLessons blog.]

    Desde que viralizaram no YouTube e fizeram uma turnê mundial, a banda Walk Off The Earth conseguiu imprimir uma marca impressionante no mercado da música, e parece que eles só estão começando. O álbum deles, Sing It All Away, foi lançado há pouco tempo e a banda está fazendo altas turnês por causa do lançamento.

    ++ Confira o som da Walk Off the Earth AQUI e AQUI na cdbaby.com. ++

    O cantor e violonista Ryan Marshall nos ligou esta semana, para falar sobre inspiração, a vida na estrada e sua relação complicada com a música country.

    Como você começou a tocar? Houve alguém, tipo um parente ou professor, que tenha te incentivado?

    Eu venho de uma família em que todo mundo toca um instrumento. Eu comecei na sexta série, tocando o barítono, que é tipo uma tuba, mas menor; algumas pessoas também chamam de eufônio;

    Eu tive uma professora de música maravilhosa. Morava numa cidade pequena perto de Toronto, no Canadá, e tinha essa professora, Sue Smith, que já tinha tocado o trompete com a Canadian Brass. Ela acabou indo lecionar no meu colégio, e eu comecei a ser seu aluno na sexta série. Daí, quando fui para o ensino médio, ela também se mudou de colégio, e acabou me dando aulas no caminho todo

    Quando se tem uma professora como ela, realmente muda o jeito como você olha para as coisas, e isso faz você querer continuar tocando. Eu era o capitão do time de futebol americano e do time de basquete, e, às vezes, pelo menos na minha época de escola, os esportistas não curtiam muito tocar na banda de jazz ou na orquestra. Mas, quando você tem um professor que diz as coisas certas, a lidar com a pressão e com todas as coisas envolvidas nessa época, isso ajuda muito.

    Depois de ter tido essa educação, como você formou o Walk Off The Earth?

    Eu nem comecei a tocar violão até ter 20 anos. Eu sou um fazão do Bob Dylan, então logo no começo fiz aulas de gaita, de violão e de canto, tudo ao mesmo tempo.

    Eu me juntei com mais dois caras e comecei uma bandinha de reggae que durou alguns anos. Quando essa banda acabou, eu continuei tocando com o baterista e queríamos começar a gravar umas músicas só os dois.

    Esse cara conhecia outro cara, o Gianni, que tinha um estúdio, então a gente foi lá para gravar. O Gianni começou a colocar baixo e outros instrumentos nas coisas que estávamos gravando. Nós nem tínhamos feito um show ainda, e já tínhamos um baixista na música, então acabou virando uma banda de três. Nós precisávamos de um nome e Walk Off The Earth acabou aparecendo, e assim começou.

    Uma coisa que realmente se destaca no Walk Off The Earth é a instrumentação da banda e escolhas que vocês fazer, que são bem incomuns. De onde vocês tiram as ideias que inspiram?

    Eu acho que muito da inspiração vem das personalidades e influências diferentes que tivemos como uma banda. Ter cinco pessoas juntando ideias e influências é bom, e permite usar vários instrumentos diferentes.

    Para a Sarah e para o Gianni e eu, é meio assim: nenhum de nós é um exímio tocador de violão e nenhum de nós toca ukelele muito bem, ou qualquer outro instrumento, mas depois que você meio que entende a lógica do instrumento, contanto que você consiga fazer as notas e acordes e tenha ritmo, você consegue se safar tocando uma música aqui e outra acolá.

    Todos nós somos bem interessados em aprender a tocar outros instrumentos e achar coisas para adicionar ao nosso setlist. Às vezes, isso acaba sendo um instrumento infantil, e é engraçado pegar algo assim e ver como você consegue gravar com ele. Daí, depois que você gravou com isso, fica meio empacado, e precisa descobrir um jeito de fazer isso ao vivo, então você acaba levando uma porção de instrumentos esquisitos para o palco.

    Outra coisa pela qual o Walk Off The Earth é bem famoso é a máxima que vocês “conseguiram um contrato de disco por meio do YouTube.” Isso era um objetivo? Quais são seus conselhos para outros artistas que querem seguir o mesmo caminho?

    Nós trilhamos o caminho de banda independente, tentamos conseguir um contrato com gravadora dos jeitos convencionais, e isso é muito difícil. Mas a situação finalmente chegou a um ponto em que todos percebemos que não íamos ser contratados por uma gravadora, precisaríamos fazer isso por conta própria.

    Tivemos de achar um jeito de alcançar muita gente, e o YouTube tinha acabado de começar. O Gianni disse “Opa, por que a gente não experimenta isso? Nós fizemos uns vídeos e, de repente, tínhamos 15.000 views em um deles (comentário do editor: este vídeo tem mais de 160 milhões de views hoje em dia). Nós nunca tínhamos tocado para 15.000 pessoas nas nossas vidas!

    Você também tem que ter sorte no mundo viral. Se as pessoas soubessem como fazer um vídeo viral, daí todo mundo faria um. Eu não sei o que acontece, mas algo acontece, e nós demos sorte com esse vídeo.

    Nós já tínhamos uns 30 ou 40 vídeos em nosso canal, então as pessoas tinham mais coisa para assistir quando chegaram até nós pelo vídeo viral. Havia um catálogo de músicas, tanto nossas quanto covers, que as pessoas podiam ver e ouvir em seguida, e nós notamos que todos eles começaram a bombar ao mesmo tempo.

    Foi isso que também atraiu a gravadora. As gravadoras querem ver um corpo de trabalho já feito e uma legião de fãs, antes mesmo de começar a investir seu dinheiro numa banda. Você tem de desenvolver sua carreira por você mesmo.

    Você está em turnê já faz algumas semanas. Quais são as melhores e as piores coisas da vida na estrada?

    Eu amo tocar para grandes multidões. De verdade, o melhor sentimento do mundo é subir no palco e ouvir as pessoas cantando músicas que você escreveu. Para mim, é o sentimento mais recompensador do mundo. Então isso é a melhor coisa. Eu tenho minha família em casa, e tenho um filho de cinco anos, de quem eu sinto imensa falta quando estou longe. Isso é a não tão boa..

    Alguns de vocês da banda já constituíram família e deve dar um trabalhão tomar conta dela e da carreira musical ao mesmo tempo. Recentement, a sua colega de banda Sarah até passou por um episódio recentemente em que pediram para ela sair de um voo porque o filho dela estava fazendo barulho. Como esse tipo de situação se enquadra na suas experiência de equilibrar a vida de pai de família com a de estrela do rock?

    A situação da Sarah foi pura loucura. Não faço ideia de o que a companhia aérea estava pensando. Acho que isso ainda vai se resolver. Mas, além desse assunto, a questão de equilibrar família e música tem os pontos positivos e negativos.

    Por exemplo, levamos uns três meses para gravar nosso álbum, e estávamos na nossa cidade, Burlington, por esse tempo todo. Então eu fiquei em casa por três meses seguidos, todo dia. Eu podia ver minha família todo dia. Muitos pais ocupados estão em casa todos os dias, mas ficam na rua das seis da manhã até umas oito da noite, quando as crianças já estão indo dormir. No meu caso, passo três meses direto com minha família e consigo vê-los quando eu quiser, o que é incrível.

    Mas, quando você partiu, partiu. Quando você está em turnê fica na estrada por meses. Daí, essas coisas como Facetime e Skype realmente mudaram como você se comunica com as pessoas que ficaram em casa. E, você sabe, a Sarah e o Gianni, que também são da banda, e eles podem viajar com seu filho –o segundo está vindo em breve. Eu trouxe comigo meu filho de cinco anos, Kingsley, em algumas turnês que não eram feitas de ônibus, e sim de avião, e foi bem divertido.

    Quando você tem a oportunidade de tocar sua música só por diversão, o que você gosta de ensaiar e o que gosta de ouvir?

    Eu sou um cara que adora folk, amo ouvir Tallest Man on Earth, muito Bon Iver. Eu ouço todo tipo de música mas ainda não enveredei muito pelo country. Praticamente todos os tipos de música entram no meu telefone. Eu tenho uma variedade bem grande. Quando estou tocando, só costumo catar meu violão e começar a escrever. Eu gosto de escrever vários tipos diferentes de música. Vou escrever muitas músicas country, ainda que não ouça country [risos]. De verdade, eu adoro pegar meu violão e começar a fazer coisa de letrista e compositores.

    Há algum aspecto musical que você queira explorar no futuro?

    Como banda, gostamos de abordar todos os aspectos do mundo da música. neste álbum, a gente tem uma colaboração com o Steve Aoki, o que nos permitiu dar uma entradinha na cena da EDM (música eletrônica europeia). Nós tivemos até a oportunidade de tocar com ele no Ultra Music Fest, em Miami. Havia cerca de 200.000 pessoas, e é um público diferente do nosso, então foi ótimo.

    Nossos fãs são um grupo muito eclético e diverso. Tem crianças de três anos em nossos shows e ontem à noite tínha uma senhorinha de 89 novas na nossa apresentação. Varia muito e é muito legal, e nós temos a chance de fazer colaborações com outros artistas, o que ajuda a gente a explorar outras searas musicais.

    Não perca a chance de ver o Walk Off The Earth quando estiver em uma cidade em que eles estejam se apresentando! Mantenha-se informado das datas de turnês deles no site deles, Facebook, ou Twitter.

    [Foto de Erin Blackwood.]

    YouTube Guide

  • Músicos Independentes Encontram Pagamentos Inesperados no “Streaming”

  • Músicos Independentes Encontram Pagamentos Inesperados no “Streaming”“Everyone’s Got Something”, música de Perrin Lamb, foi ouvida milhões de vezes no Spotify, e ele lucrou mais de US$ 40.000 (R$ 160 mil) com ela.

    Por BEN SISARIO (Este post foi publicado originalmente no NY Times. Ver o texto original aqui.)

    No começo do ano passado, Perrin Lamb, um cantor e compositor que mora em Nashville, nos EUA, e que não tem contrato com gravadora, começou a receber todo tipo de mensagem estranha no Twitter. Fãs que ele nem sabia ter, às vezes escrevendo em línguas que ele não falava, diziam que amavam ouvir a canção “Everyone’s Got Something” no Spotify.

    O senhor Lamb — que não usava Spotify — ficou sabendo rapidamente que “Everyone’s Got Something” estava numa playlist popular do serviço, e estava sendo ouvida aos milhões. No fim do ano, a música havia sido escutada 10 milhões de vezes, o que rendeu a Lamb mais de US$ 40.000 (ou R$ 160 mil).

    “Uau”, ele lembra de ter pensado na época. “Eu devia mesmo fazer uma conta no Spotify.”

    O Spotify e outros serviços de “streaming” como o Pandora estão com frequência na mira de ataques dos músicos ou de seus representantes, sob acusação de pagar royalties baixos demais ou de falhar em pagá-los. Nesta semana, o Spotify removeu milhares de músicas da gravadora de punk Victory Records depois de acusações de que não havia pago os royalties a ela.

    Mas o senhor Lamb, 39, é o exemplo de uma classe crescente de músicos que estão longe de serem estrelas — ele ainda tem um trabalho fora da música para se sustentar— mas que às vezes conseguem amealhar algum dinheiro com “streaming”. O crescimento de “playlists” e a popularização das redes sociais significa que uma música desconhecida pode aparecer de repente para um usuário, ser ouvida, compartilhada e salva. Cada vez que ela é ouvida, o artista ganha uma fração de centavos.

    A viabilidade financeira do “streaming” ainda está em constante debate nas rodas do mercado musical, especialmente porque o “streaming” começou a substituir as vendas de CD e de downloads, que eram mais lucrativas.

    “Pensar que US$ 40.000 são suficientes para compensar mais de dez milhões de execuções é uma lógica trágica”, diz Mike Doughty, um cantos e compositor que era o homem à frente da banda Soul Coughing e que se tornou um comentarista frequente dos problemas da música na era digital.

    O senhor Lamb se beneficia de uma estrutura de negócio que leva músicos independentes a trabalhar fora do esquema habitual das gravadoras. A música dele é lançada pela CD Baby, uma distribuidora que cobra dos seus clientes US$ 49 (R$ 200) para representar e distribuir um álbum, além de 9% das vendas digitais em lojas como iTunes, Spotify e Rhapsody. Esse tipo de acordo dá aos músicos uma porcentagem muito maior do que eles ganhariam num contrato com uma gravadora comum.

    Tracy Maddux, o executivo à frente da CD Baby, afirmou que no ano passado a empresa pagou aos seus artistas US$ 55 milhões (mais de R$ 220 mi) em usos digitais de suas músicas, e que a história do senhor Lamb não era um ponto fora da curva. “Nós temos centenas de clientes que ganham quantias como essas anualmente”, disse Maddux.

    “Há um ecossistema de artistas independentes que estão repensando o jeito que negócios são feitos”, afirmou o senhor Lamb. “Eu tenho amigos que ganham muito dinheiro com o YouTube, com venda de discos de vinil e com shows caseiros. Há tantos outros jeitos de fazer dar certo, além do modelo tradicional.”

    “Everyone’s Got Something” foi lançada em 2011 como faixa do álbum “Back to You”, de Lamb. Doug Ford, um programador que trabalha no Spotify, disse que o algoritmo da empresa recomendou a música quando ele estava criando “Your Favorite Coffeehouse,” uma coleção de músicas feita para evocar a sensação de “se sentar numa poltrona confortável bebericando um latte.” Essa playlist se tornou uma das mais populares do Spotify, com mais de 1,3 milhão de seguidores.

    Depois que “Everyone’s Got Something” decolou, outra das músicas de Lamb, a mais animada “Little Bit”, foi inserida na playlist “Mood Booster”, também do Spotify. Somadas, as duas músicas foram tocadas mais de 24 milhões de vezes.

    O senhor Lamb afirmou que os royalties de “Everyone’s Got Something” e de “Little Bit” lhe deram “um pouco de segurança”. Mas que o “streaming” segue sendo apenas uma parte da sua carreira. Seu emprego é na Sorted Noise, uma empresa de Nashville especializada em conseguir inserção na TV e no cinema para músicos, um processo que ele afirma permear suas composições.

    “Minha música entra na cena em que o cara está indo embora, debaixo de chuva, e a garota está chorando”, diz ele.

    Lamb cresceu no Mississippi e se mudou para Nashville em 2001, e continuou à margem do mercado musical quando por lá. Mas isso pode tê-lo ajudado mais do que atrapalhado. Já que Lamb nunca havia assinado um contrato com uma gravadora ou com um publicador de música, ele manteve todos os direitos sobre sua música.

    “Ninguém nunca me ofereceu nada”, ele disse.

    Ganhe Dinheiro Guide

    Ganhe Dinheiro Guide

  • Primeiro Lugar no Top Viral Brasil do Spotify

  • spotify-1

    O Spotify é  um dos mais importantes serviços de streaming no mundo. Com mais de 35 milhões de músicas, para um artista independente ser descoberto não é tarefa fácil. Vamos entrevistar o Brancoala (que distribuiu seu álbum com a CD Baby) que não só foi descoberto por milhares de fãs como se tornou o número 1 nas Top 50 virais do Brasil! Ele é um grande exemplo do DIY (Do It Yourself – Faça você mesmo) e a entrevista está recheada de dicas.

    1. Você é um artista independente que conseguiu ficar vários dias na parada do Spotify “As 50 virais do Brasil”, que é um ranking que aponta quais são as possíveis candidatas a hits. O Spotify para criar a playlist calcula o número de reproduções dividido pelo número de compartilhamentos que a faixa teve durante a semana.  Primeiro parabéns pois quem colocou você em primeiro lugar foram seus fãs. Agora nos conte como você conseguiu isso? E o que significa para você? Como foi o processo de conquistar fãs? Conte-nos desde o inicio de sua carreira.

    Obrigado Marcos! 🙂 Em primeiro lugar gostaria de agradecer a oportunidade de participar nesta entrevista. Acompanho o blog “Somos Música” e é uma honra estar aqui participando e compartilhando com a comunidade independente.

    Cara, ainda não caiu a ficha! 😀 Ver minha música no 1º lugar da lista “As 50 virais do Brasil” do Spotify durante tantos dias seguidos foi uma injeção de ânimo pra mim. Perceber que o seu trabalho está sendo reconhecido é a melhor coisa para um músico independente. Isso vale mais que dinheiro.

    Na verdade, o primeiro dia em que a música foi para o top 1 eu não tinha feito nenhum tipo de divulgação prévia. Fui avisado por alguns fãs no facebook que minha música estava em 1º lugar. – “Parabéns Branco!! Sua música Craudete está no top 1 Spotify!! – Fui correndo pro Spotify ver se era verdade e lá estava a Craudete no topo kkkkk… Só depois de saber que ela estava no top 1 que eu fiz um vídeo no meu canal do Youtube pedindo a ajuda da galera que me acompanha. Pedí para todos compartilharem a música e foi isso que manteve ela por vários dias no top 1. O apoio dos inscritos foi essencial. Vídeo onde eu peço uma força pros inscritos: https://www.youtube.com/watch?v=Gtjqmk4XZQQ

    “Craudete” foi lançada digitalmente em fevereiro de 2015 e é a primeira faixa do meu CD de estréia “Brancoala – Vamo Que Vamo”.
    O mais engraçado é que a música viralizou meses depois do lançamento, não só no Spotify, mas também no Youtube, Facebook e Whatsapp  (SIM, no Whatsapp kkkk… eu nunca achei que uma música poderia ficar conhecida pelo whatsapp). Ela rodou tanto pelo whatsapp que até eu recebí trechos de vídeo da minha música pelo whatsapp através de amigos, familiares, que tinham recebido de outros amigos de amigos dos amigos.

    No Facebook ela chegou a mais de 4 milhões de visualizações e no Youtube está rumo aos 2 milhões.
    Craudete no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=hfjekgOgAFQ

    Comecei com a música em 1996, quando ganhei meu primeiro violão. Á partir de então, fiz parte de várias bandas como guitarrista, baterista e vocalista na Praia Grande, lugar onde morei durante 8 anos. Em 2011 comecei a postar videos no Youtube (covers, paródias e músicas autorais) e os vídeos começaram a ter uma aceitação legal do público. Então enxerguei a possibilidade de fazer minhas músicas chegarem aos ouvidos de mais pessoas e comecei a compor mais em vez de focar em covers ou paródias.

    Em 2012 fiz uma versão da música “Ai se eu te pego” do Michel Teló que chegou a ser transmitido ao vivo no programa Super Pop da Luciana Gimenez.

    E outros 2 vídeos que foram parar na TV:
    “Para Nossa Alegria – Versão Reggae” no programa da Eliana. https://www.youtube.com/watch?v=Kxps92lvqmY
    “Te Trollando – Paródia Luan Santana” no Silvio Santos. https://www.youtube.com/watch?v=5vGVCSZvH2Y

    Os fãs foram chegando naturalmente, não teve nenhum BOOM no canal que fizesse com que eu ganhasse muitos inscritos em pouco tempo, foi um processo lento no começo. Lembro quando eu divulgava meus vídeos para amigos e parentes no Orkut kkkkk, bons tempos! Hoje, depois de 4 anos de trabalho, meu canal está com 120.000 inscritos e mais de 10 milhões de visualizações e estou muito feliz com o resultado que venho colhendo nos últimos meses.

    2. Você compõe, grava, masteriza, mixa e faz os próprios videos. Nos conte um pouco desse processo e porque decidiu fazer tudo sozinho?

    Nunca acreditei na “sorte” ou na idéia de que a oportunidade iria bater na minha porta. Essa teoría servía para a industria musical dos anos 70/80, onde os artistas esperavam uma gravadora se interessar pelo seu trabalho. Antigamente o artista gravava o CD ou demo no estúdio e se dedicava a visitar gravadoras com a esperança de ser contratado. Não estou criticando este método de trabalho, eram as ferramentas e meios de divulgação que eles tinham na época, mas hoje as coisas mudaram. Hoje, além de ter suas músicas gravadas, você precisa de ter uma presença online, precisa trabalhar duro. Até mesmo as gravadoras mudaram os seus critérios na hora de contratar um novo artista. O artista precisa ter um caminho, precisa ter uma base de fãs e precisa ser um “produto” que já comece rendendo lucros. Não basta ter talento. Aliás, muitos contratados não tem talento kkkk, mas possuem uma base de fãs fiés e um caminho prévio trilhado.

    Não estou criticando as gravadoras ou as pessoas que sonham em ser contratadas por uma gravadora, mas estou comparando as diferenças entre a industria musical antiga e a atual pra vocês entenderem o porque da minha decisão de fazer tudo sozinho.

    Eu sou formado em design gráfico e fiz uma mistura entre minhas duas paixões, o design e a música. Eu encontrei no Youtube a forma de expressar minha criatividade através das minhas músicas e chegar aos ouvidos de muita gente. Nada melhor do que você botar a mão na massa em todo o processo de produção pro projeto ficar com a sua cara, a sua identidade. Composição, gravação, mixagem, masterização, edição de vídeo, site, capa do cd… gosto de fazer tudo sozinho, e quando não sei fazer alguma coisa, procuro um tutorial no Youtube kkkkk

    3. O seu canal do Youtube já tem mais de 10 milhões de visualizações. Você planejou uma estratégia ou isso aconteceu naturalmente?
    Conte um pouco mais do processo de criação de vídeos e escolha dos conteúdos.

    Aconteceu tudo naturalmente. Comecei no Youtube em 2011, na época o canal tinha 5 inscritos, eu, minha mãe e 3 amigos kkkkk A evolução foi bem natural mesmo. O canal completou 4 anos e tem 120.000 inscritos.

    Até o ano passado (2014) eu postava muitos covers e paródias no canal, isso fez com que o canal ganhasse muitos inscritos e os vídeos muitos views. No começo eu apostei mais em covers e paródias porque são vídeos que o público compartilha mais facilmente e isso ajudava com que o canal ficasse mais conhecido. Hoje estou apostando em músicas autorais, tanto que criei um novo canal VEVO para postar conteúdo original https://youtube.com/BrancoalaVEVO e o canal principal de 120.000 inscritos eu estou usando para postar daily vlogs e vídeos extras https://youtube.com/brancoala

    A maioria dos meus vídeos foram feitos sem sair de casa, muitos deles eu editava de pijama e com uma taça de café do lado 😀 Tenho clips gravados com tripé na sala da minha casa https://www.youtube.com/watch?v=DEQ23nOIRCw

    O que eu quero dizer, é que hoje em dia não precisa de muitos recursos pra produzir música e conteúdo pra internet. O artista independente deve ser curioso, criativo e ter muita força de vontade. Com essas 3 qualidades e alguns aparelhinhos eletrônicos dá pra fazer coisas bem legais. 🙂

    4. Morar na Espanha fez alguma diferença para o seu sucesso? Como é falar com o público Brasileiro morando fora?

    A distância só interfere na parte de shows, contatos cara a cara com o público e eventos. Já tive que recusar alguns convites por morar tão longe.

    No momento, estou focado totalmente na internet e em ter uma presença online forte, e nesse ponto a distância não atrapalha. Quero que minha música chegue ao maior número de pessoas possível e a internet é a ferramenta perfeita para que isso aconteça.

    A galera curte muito os daily vlogs onde eu mostro um pouco da minha vida aqui na Espanha. Comecei a postar daily vlogs no canal há uns 6 meses e isso me aproximou muito do público que me acompanha. Está criando uma conexão bem legal entre a gente, coisa que não existia quando eu postava conteúdo exclusivamente musical.

    5. Qual sua expectativa para o Brancoala (aliás o que significa Brancoala)? Onde você quer chegar?

    E como você enxerga o artista nessa nova indústria da música? Mais oportundidades para o artista independente? É possível viver só de música?

    Brancoala é a união do meu apelido “Branco” com as iniciais do meu nome completo “Otávio A. L. A.”. Até mesmo meus pais me chamam de “Branco” kkkk As unicas pessoas no mundo que me chamaram de “Otávio” foi a minha tia e os meus professores 😀

    Minha expectativa é poder continuar vivendo de música e fazendo o que eu gosto. Larguei o meu emprego numa empresa de design gráfico no ano passado para me dedicar exclusivamente à música e à internet e não me arrependo. Menos dinheiro, mais qualidade de vida. Acredito que estou no caminho certo.

    Onde quero chegar? No top 1 do Spotify. kkkkkk, tô brincando. Nem eu sei onde eu quero chegar 😀 só faço o que eu gosto com muito amor e dedicação e isso está gerando frutos. Não busco fama, não preciso ficar rico, só quero que minha música seja ouvida por muitas pessoas, quero divertir, quero emocionar, quero tranmitir mensagens, quero ser lembrado, não pelo que tenho, mas sim pelo que faço, quero viver de música, respirar música e mostrar que o artista independente pode chegar onde artistas de grandes gravadoras chegaram.

    Como falei antes, o artista na nova indústria da música deve ser curioso, criativo e ter muita força de vontade. Estamos na era do DIY (faça você mesmo), então é o momento de fazer acontecer e não ficar esperando a “sorte” bater na sua porta. É MUUUITO possível viver só de música hoje em dia. Monetização de vídeos, streaming, vendas digitais, parcerias, merchandising, shows… Antigamente os artistas lucravam principalmente com vendas de cds físicos e shows, hoje em dia a coisa mudou, o conteúdo digital cobrou especial importância (Monetização de vídeos, streaming, vendas digitais, etc…), além dos shows que sempre serão uma fonte de renda relevante.

    Valeu galera do Blog “Somos Música” e todos que leram até aqui 🙂 , espero que tenham gostado da entrevista. Se quiser trocar uma idéia este é o meu email de contato: contato@brancoala.com Um bju, um abraço, fuuuui!!

  • Bandas do Interior - É mais difícil?

  • zgGq45I - Imgur

    O Brasil é gigante e tem 5.570 municípios, essa quantidade gera diversidade influenciada por ritmos regionais e culturas diferentes, isso é que faz nossa música tão rica. Mas muitas bandas acham que tem que estar nos grandes centros para “virar”. Será? Vamos conversar com a Laranja Oliva que brotou na cidade de Limeira, interior de São Paulo, depois que cinco meninos sonhadores se encontraram para sonhar juntos. Foram seis anos tocando juntos na noite interiorana até chegar em uma tour internacional.

    1. Vocês foram convidados pelo Governo do Estado de São Paulo para ser uma das atrações do palco principal da Virada Cultural Paulista de Limeira/SP além de também ter sido uma das atrações da Semana Internacional da Música da Fnac. Sendo uma banda independente como aconteceram esses convites?

    Bruno Bertoni: A maioria dos nossos contatos e, de forma geral, a forma como a banda vem sendo reconhecida, é via internet, além do sempre presente boca a boca, tanto online quanto no dia-a-dia. Fomos convidados para abrir a Virada Cultural Paulista 2015 em Limeira pela organização do evento, que optou pela escolha de um artista local para representar a cidade que receberia a Virada. A Secretaria da Cultura de Limeira, enviou nosso material junto com o de outros artistas que têm marcado presença no cenário musical da cidade. Muitos desses também participaram, junto com a gente, do Festival Nacional de MBP que acontece na cidade, o “Canta Limeira”; e dentre estes, fomos escolhidos para representar a cidade no palco principal.
    A Semana de Música da FNAC, surgiu a partir de um convite feito pelo Renato Bacani, que entrou em contato com a gente por email após trocar uma ideia com um dos integrantes da banda. Ele organizou o evento inspirado na mesma semana de música que já é realizada na Europa.
    Acreditamos que isso aconteceu por já termos conquistado um espaço bem legal em Campinas, tocando sempre por lá, em diversos lugares e para diferentes públicos.

    2. A distribuição digital facilitou muito o lançamento de músicas para todo o mundo, porém existe um grande desafio na divulgação. Vocês podem contar um pouco do seu trabalho de divulgação? Vocês contrataram uma agência? Fizeram um planejamento para quais canais fazia sentido divulgar?

    Bruno Bertoni: Nosso trabalho de divulgação, até pouco tempo atrás, era bem amador e bem independente. Era aquela coisa, vamos aprendendo fazendo, e tendo que nos virar. Nada era muito planejado, já que não tinhamos muita experiência.
    Tudo o que tem sido feito foi com a ajuda de amigos, parentes e parceiros, que sempre ajudaram a gente a compartilhar tudo: eventos, músicas, clipes, e por aí vai, além de sempre prestigiarem tudo. Dessa forma ficamos bem ativos nas redes sociais, e atingimos um número legal de alcance orgânico na nossa página, o que foi bem bacana e inesperado.

    Realizamos algumas reuniões, conversamos sobre o que acreditamos ser o melhor, e fazemos, colocamos na prática!
    Algumas semanas atrás, demos um passo grande no quesito “equipe”, já que agora temos algumas pessoas junto com a gente, dando uma força pra assessoria e produção.

    3. O novo álbum chama-se “Arroz feijão e mistura”. O arroz feijão mostra que vocês tem uma conexão com a terra Brasilis, e a “mistura” qual é?

    Bruno Bertoni: Arroz, feijão e mistura tá no prato de quase todo o brasileiro, todo os dias.
    A música, pra gente, é o alimento da alma, do pensamento. Nesse disco quisemos apresentar a nossa música da forma mais sincera, assim como é para nós: o essencial, o básico, o primordial, o brasileiro, o samba, o ritmo seguro, o rock, e o que é principal, que está representado no “Arroz & Feijão” tão comum pra gente. E além do básico de todos os dias, temos o tempero surpresa, aquilo que chama atenção a cada garfada, aquilo que vem de diferente, o “segredinho do cozinheiro”, e isso é mistura do prato do brasileiro e da nossa música: uma mescla de estilos com um segredinho a mais.

    4. Vocês são uma banda de Limeira, uma cidade no interior do Estado de São Paulo. Muitas bandas do interior acabam mudando para São Paulo ou grandes capitais pois dizem que “aqui” que tudo acontece. Vocês concordam ou acham que com o novos modelos de distribuição e divulgação é possível planejar a carreira, inclusive para o mundo? Como é a cena de bandas independentes nas cidade do interior do Estado de São Paulo? Vocês tem espaço para tocar em outras cidades da região? Querem um carreira internacional?

    Bruno Bertoni: Acho que São Paulo ainda é a “cidade das oportunidades”, porém essa realidade não é mais exclusiva da capital. Muita coisa acontece mesmo, mas temos outros cenários crescendo, e outras oportunidades surgindo principalmente com o advento da internet e das redes sociais. Acredito que sim, é possivel planejar uma carreira para o mundo. Nós, da Laranja Oliva, fizemos uma turnê internacional, em outubro do ano passado, em parceria com o Coletivo Cultural King Chong, que também é de limeira. O coletivo realizou um intercâmbio com os artistas bolivianos na edição do Festival Grito Rock (da Rede Fora do Eixo) em Limeira, no início de 2014. E assim, surgiu a conexão Brasil x Bolívia! O pessoal do coletivo veio com a proposta pra nós irmos com eles para lá e nós topamos na hora, sem nem pensar duas vezes. Ficamos 14 dias na Bolívia, fizemos 4 shows em Santa Cruz e 3 shows em La Paz. Uma experiência sensacional, de onde nasceram um videoclipe (da música “Alguma coisa a gente tem que amar” do Disco “Arroz, Feijão e Mistura”) e um documentário.

    A cena do interior é complicada, rolam algumas dificuldades, mas nada que não seja normal na profissão. Nós somos bem recebidos em muitos lugares e só temos a agradecer todas as oportunidades que nos dão em Limeira. Porém, além da cidade natal, nós já conseguimos sim conquistar certo espaço na região: Campinas, Americana e Piracicaba, estão entre as cidades que mais tocamos além de Limeira.
    Faltava uma união entre os músicos do interior, e mais espaço para interação. Por isso, estamos com um grupo de músicos Limeirenses em que a mente está no mesmo lugar, tentando construir juntos, ao invés de competir! O Festival oRolê surgiu daí, inclusive.
    Recebemos no Kingston (casa noturna de Limeira com foco no cenário independente) a banda Alarde, de São José dos Campos, cujo contato foi todo feito graças à amigos e redes sociais. E esse é só o exemplo mais recente. Queremos uma carreira que consiga atingir o máximo de pessoas possível, se internacional, ou nacional, não sei. Gostando do som, aqui ou na Bolívia, nós abraçaremos a ideia. Mas também acho que essas barreiras (nacional/internacional) estão cada vez menores, ou menos reais.

    5. Quais as dicas que vocês dão para as bandas que estão começando agora? O que deu certo, e o que deu errado?

    Bruno Bertoni: Siga seu sonho, não desista nunca, isso acho que é o principal. Somos cinco, e além de amigos, somos família – literalmente, já que temos irmãos e primos dentro da banda – e isso sempre ajudou muito. Sempre fizemos reuniões para decidir o que queríamos fazer, ou o que achávamos que estava errado e que precisávamos mudar. Na verdade, sempre lavamos muita roupa suja nesses dias, muitas vezes rolavam discussões, mas depois tudo ficava muito melhor, por que isso ajudava a gente a crescer, a conseguirmos ser pessoas melhores um para o outro, para que a banda conseguisse sobreviver à todas essas dificuldades e essa cena conturbada que é o independente.
    Tomem cuidado com “produtores” de eventos undeground! Tem muita gente querendo ganhar em cima do sonho de jovens. Prestem atenção pra não serem levados pra trás, ou para que algum rolê ou show que não tenha dado tão certo, acabe decepcionando você ou seus amigos, não deixe que isso afete a estabilidade da sua banda, terão muitos altos e baixos, e é preciso tentar passar por todos os momentos!
    No mais, parafraseando Marcelo Camelo, aponta pra fé e rema, que a música te leva.

    Facebook https://www.facebook.com/laranjaoliva

    http://www.cdbaby.com/cd/laranjaoliva

    Ganhe Dinheiro Guide

  • Caso de Sucesso: Bluesman Brasileiro fazendo sucesso na terra do Blues

  • IgorPradoBandbyMarceloPretto_2013

    O Blues nasceu nos EUA e influenciou muitos estilos de música, inclusive o Rock bebeu muito nesse estilo. Fazer sucesso nos EUA é difícil e para um brasileiro tocando blues parece impossível, é como um americano fazer sucesso no Brasil tocando Samba. Mas com talento e dedicação tudo é possível. Igor Prado conseguiu isso com sua Igor Prado Band e em Maio de 2015 volta para os EUA e Europa para mais uma tour, agora com seu novo álbum “Way Down South”. A Igor Prado Band é composta por Igor nos vocais e na guitarra, seu irmão Yuri Prado, na bateria, Rodrigo Mantovani, no baixo elétrico e acústico, e Denilson Martins, no sax.

    Você quer uma carreira internacional? O Somosmusica.com.br conversou um pouco com Igor Prado, que lançou seus primeiros álbuns com a CD Baby, e ele deu várias dicas.

    1. Igor, em Março deste ano seu álbum foi o mais tocado dentro do território americano (Living Blues Chart), feito inédito para um artista sul-americano tocando blues, além de vários outros prêmios internacionais. Primeiro parabéns e agora voce pode nos contar um pouco da sua história desde o inicio?

    Bom a história toda começa bem lá atrás, eu e o Yuri Prado (baterista da banda) crescemos num meio muito musical, tinha um Tio maestro, outro que toca cavaco/choro e meu pai sempre gostou de tocar violão p/ acompanhar meu tio e também foi baterista amador numa banda de surf music na adolescencia.
    Eu me lembro muito das festas de família em casa, uma roda de Choro e Samba e ao mesmo tempo na vitrola meu pai colocava Chuck Berry, Little Richard e eu sempre tive uma coisa c/ Chuck & Little Richard, dizem que mesmo muito novo eu devia ter uns 4,5 anos de idade sempre que tocava um dos dois eu começava a balançar, uma certa vez tomei o microfone numa roda de choro e comecei a cantar Tutti Frutti do Little Richard, hehehe, creio que essa paixão pelo Blues, Rhythm & Blues & Rock N Roll começou muito cedo e foi muito natural.

    Um pouco mais tarde meu pai comprou um teclado, uma bateria e duas guitarras, o Yuri começou a tocar teclado depois bateria e eu já pegava um pouco o violão do meu pai fui pra guitarra, isso provavelmente a gente tinha uns 11-12 anos.

    Um fato curioso é que sou canhoto e eu pegava um violão de destro e tocava como canhoto mas com as cordas ao contrário e assim aprendi os primeiros acordes. Quando meu pai percebeu que a gente queria mesmo ir a fundo nos intrumentos ele me matriculou no Conservatório de São Caetano Sul quando cheguei lá p/ fazer as aulas o professor me disse que eu deveria começar do zero pois havia aprendido a tocar guitarra do jeito “errado” ou seja com as cordas invetidas, outra frustração foi ao perguntar sobre tocar Blues & Rock n Roll o professor respondeu que primeiro eu teria que fazer 2 anos de leitura do Real Book (um livro que tem os standarts de jazz nada excitante para um menino de 14 anos querendo tocar guitarra). Cheguei a frequenter as aulas por alguns meses, tive que reaprender os acordes do jeito convencional mas não aguentei a abandonei as aulas do conservatório. Eu me lembro muito bem do meu professor falando – Vc é canhoto como o Jimi Hendrix, e ele era canhoto mas tocava do jeito “certo”. Naquela época mal sabia o professor que dois dos mestres do Hendrix como o Albert King e o Otis Rush eram canhotos e tocavam da mesma forma que eu, e foi esse tipo de coisa que eu acabei descobrindo uns anos depois logo que mudamos pra um novo bairro em São Caetano perto do Rudge onde conhecemos o Chico Blues, então o maior colecionador de Blues da América Latina, praticamente no mesmo bairro, foi apartir daí que eu acho que começa nossa formação profissional dentro do Blues, pois mergulhamos no acervo dele, começamos a ter contato com artistas de Blues do Brasil e também de fora, isso foi em 1998-99 e estava rolando um boom do Blues nacional no Brasil.

    E foi fator determinante para a nossa formação musical e por ter passado por todos os “Standarts” obrigatórios do Blues Americano, bom ainda estamos aprendendo pois essa música ao contrário do que muita gente pensa é muito rica e extensa.

    Começamos a tocar profisisonalmente em meados de 2001 com a banda chamada Prado Blues Band e em 2007 lancei meu primeiro album solo “Igor Prado Band – Upsidedown” que despertou um interesse/curiosidade do Mercado Americano, em 2010 gravamos um album em parceria com o lendário cantor & gaitista californiano o “Lynwood Slim” e ele, infelizmente recém falecido, foi outra peça chave p/ fazer a ligação com o Mercado Americano, rodamos o mundo tocando juntos em Festivais do genero nos EUA, Europa, Australia e América do Sul. Também foi ele que conseguiu o contrato c/ a gravadora californiana Delta Groove do disco “Brazilian Kicks de 2010”.

    Em 2011 abri minha empresa de produção musical em São Paulo então começamos a trabalhar bastante on demand c/ os Americanos que baixavam em Tour no Brasil e também na Europa foi e é um enorme aprendizado sempre cair na Estrada.

    No ano passado lançamos um album instrumental junto com o pianista Ari Borger pelo nosso selo independente aqui do Brasil, a Chico Blues Records e o album foi eleito na California o disco instrumental do ano, até então o Mercado Americano parecia muito receptivo com a gente.
    Então no ano passado eu havia guardado várias gravações que faziamos com vários artistas nos intervalos das tours desde 2012 e mostramos esse material para o Randy Chortkoff (presidente da Delta Groove Records) eles aceitaram na hora a proposta de um novo álbum somente da banda com larga distribuição nos EUA para esse começo de 2015 e então de Fevereiro pra cá nossa vida tem mudado bastante, o álbum conseguiu um penetração incrível nos EUA e Europa, com 1 mês de album saiu em mais de 50 revistas e periódicos do gênero e em Março foi o mais executado dentro do território Americano, homologado pela revista Living Blues, esse é o chart mais importante dentro dos Estados Unidos, esse número #1 tão rápido e com feedbacks positivos do mundo todo foi uma coisa muito além do que a gente havia planejado e aqui estamos conversando com o Marcos Chomen da CD BABY ! Hehehe…

    2. Você vai fazer uma grande tour nos EUA. Como foi o processo? Alguém lhe ajudou?

    Essa Tour e alguns compromissos eu mesmo que fechei através da minha empresa de produção e algumas coisas foram a agência da gravadora Delta Groove, ainda não temos uma agência grande só para correr atrás de shows nos EUA mas aguardem novidades que estamos fechando uma parceria muito legal para 2016!

    3. Você iniciou como artista independente e depois assinou com uma gravadora. Quais os dois lados da moeda de ser independente?

    Eu creio que hoje em dia mesmo numa gravadora grande você precisa ter mentalidade de independente, você precisa trabalhar ao lado deles, mesmo na parte de Rádios, Promoção, etc. Se vc conseguir sincronizar isso tudo com as pessoas que estão te ajudando  eu creio que o resultado é 10x maior. Você entender como funciona o mercado do seu segmento ajuda muito a obter resultados e não se frustrar ou gastar muita energia tentando alcançar o inalcançável! Eu sou a pessoa mais pé no chão que eu conheço, sério mesmo.

    4. Quais são seus grandes idolos e como voce define seu estilo?

    Ah meus ídolos na maioria dos casos morreram pobres ou não tiverem o devido reconhecimento como Willie Johnson, Pat Hare, Robert Lockwood, Little Milton, Reggie Boyd, Calvin Newburn, Bill Jennings é díficil citar, são muitos. Eu defino nosso estilo como american roots music porque a gente adora praticamente todos os artistas da black music dos 40, 50 e 60’s.

    5. Quais são as dicas que você daria a um artista que quer alcancar uma carreira
    internacional?

    Creio que primeiro de tudo mergulhar na música, pesquisar, entender, tentar sentir, descobrir de onde veio, e cair na estrada, tocar, tocar e tocar. Eu aprendi e aprendo demais acompanhando um monte de artistas americanos de vários estilos diferentes, acho muito importante fazer isso, passar por isso, creio que faz total diferença na sua maturidade musical e de vida.

    6. Como voce se sente fazendo sucesso na terra do blues? Voce sentiu algum preconceito no inicio?

    Eu creio que é um privilégio para poucos, tenho muito orgulho mas com os dois pés no chão, a gente está sempre junto com os americanos, não vejo que é uma banda brasileira “batendo” os gringos como andei lendo algumas matérias, creio que estamos numa fase de uma união entre artistas europeus e sul-americanos em prol do Blues junto com os autênticos norte-americanos que são imbatíveis no que fazem bem!

    Com relação ao preconceito, muito pelo contrário eu creio que rolou um apadrinhamento da galera mais antiga para com a gente e isso tá rolando faz uns anos já, eles tem orgulho da onde chegou o Blues que é a música de raiz deles.

    7. Voce acha que a música brasileira está presente em seu estilo de alguma forma?

    Talvez possa haver um swing algo a mais nas entre-linhas mas nosso blues é bem tradicionalista e bem americano isso também gera algumas críticas de alguns artistas que fazem o blues em português, eu gosto respeito quem faz gosto de algumas misturas mas não acho que tenho essa habilidade de escrever em português o blues ou mistura-lo com algum ritmo brasileiro.

    Saiba mais da Igor Prado Band  em http://www.igorpradoband.com/

    Ganhe Dinheiro Guide

  • Uma História de Sucesso da CD Baby: Starbomb

  • maxresdefault

    Em uma semana, a Starbomb vendeu quase 6.000 cópias em CD do seu álbum Player Select usando a CD Baby, incluindo 3.438 cópias em pré-venda. O grupo de comédia e synthpop/hip-hopuma história de sucesso da CD Baby: Starbomb (composto por Leigh Daniel Avidan, Brian Wecht do Ninja Sex Party e o famoso da internet Arin “Egoraptor” Hanson) acabou se tornando o terceiro artista de comédia mais vendido na lista da Billboard em 2014. Como eles fizeram isso? YouTube.

    “Nós não temos dúvidas de que o YouTube é uma das grandes razões por que nosso álbum vendeu tão bem,” disse Brian Wecht. “Com o YouTube, alcançamos as pessoas que estávamos tentando alcançar — e qualquer um pode fazer o mesmo com tempo e esforço.”

    A nova mídia abastecendo a velha mídia

    Um jeito mais pragmático de explicar o sucesso da Starbomb pode ser dizer que eles usaram colaboração e a promoção do canal de YouTube para conquistar uma base de assinantes leal e grande – usando o poder da nova mídia para vender formatos mais antigos e lucrativos, como CDs.

    Mas há um jeito melhor de explicar isso: os membros da Starbomb trabalharam duro para criar músicas e vídeos que seus fãs amam, e esses fãs estão constantemente conectados com a banda via YouTube e redes sociais, diminuindo a necessidade da  promoção tradicional. Quando eles lançaram um novo álbum, muitos desses fãs estavam loucos para pagar por sua música, seja em formato de download ou de um álbum físico. É um jogo de números, é claro, mas muito do que isso.

    “A grande dica que eu eu dou para artistas que querem vender mais álbuns é continuar oferecendo conteúdo real, o máximo possível”, disse Wecht. “Faça com que seus fãs saibam onde eles podem comprar seus produtos, mas não fique esfregando isso na cara deles o tempo todo. E então, se os seus fãs amam o seu conteúdo, eles vão querer te ajudar, comprando álbuns.”

    Essa estratégia não só trouxe um número significativo de vendas de CDs e downloads para a Starbomb; ela também trouxe receitas de propaganda no YouTube que ajudaram a cobrir alguns dos custos de produção dos vídeos (a sua ferramenta de promoção). Com a CD Baby, a banda tem uma solução única pra conseguir receita em diferentes formatos: venda de CDs, downloads e streaming, receita em YouTube, e mais.

    “Isso realmente tirou muito dos problemas e burocracias de pensar como vender nossas coisas,” disse Wecht. “Ela transformou o que antes parecia um problema impossível – como colocar sua música em vários espaços de venda digital – em algo que agora parece a coisa mais simples do mundo.”

    Faça parte da comunidade de músicos que está chegando ao sucesso usando suas próprias regras, e ganhe dinheiro de todos os jeitos possíveis para maximizar o seu potencial de receita. Inscreva-se hoje com suas músicas ou álbuns!

    Comece Agora

    YouTube Guide

  • Entrevista Bruno Sutter (Detonator)

  • DMM_maior_00_atualizado

     

    1. Você trabalhou na MTV e fez parte do Massacration que tinha uma gravadora. Com todo esse background e contatos o que fez você lançar o álbum do Detonator como independente?

    A realidade hoje em dia é outra.
    Naquela época era interessante para uma gravadora ter o Massacration porque tínhamos um programa na televisão. Isso facilitaria o trabalho de divulgação do disco.

    Quando o metal folclore ficou pronto a MTV Brasil  acabou, e as gravadoras desacreditaram do projeto achando que o único fôlego que eu teria seria por causa da TV.

    2. A Música Metaleiro ficou 2 semanas na lista Viral 50 do Spotify Brasil (músicas mais compartilhadas pelo usuário). Qual foi sua reação sendo que você lançou um álbum independente sem ajuda de gravadora ou produtora?

    Minha sensação foi de extrema felicidade e gratidão! Pois essa parada o Spotify é a mais pro ativa de todas. Ela é impulsionada pelos próprios ouvintes do aplicativo!
    Isso mostra que ser independente hoje em dia pega muito bem!

    3. Como você vê a nova forma de consumir música digital? Você acha que o Brasileiro vai pagar para baixar música, ouvir em streaming ou vai continuar “baixando” pirata? Você acha que “dar”  sua música de “graça” é um bom caminho para o artista?

    Acho que sim.
    Quando eu lancei o álbum, eu mesmo subi as músicas no youtube antes de todo mundo pensando justamente que as pessoas iam baixar pirata.
    Minha surpresa foi ter lido em grande parte dos comentários para que eu lançasse no Spotify e no iTunes.
    As pessoas estão se mobilizando mais em consumir música de qualidade pelos métodos oficiais.

    4. Muito dizem que o Rock Nacional morreu (alguns dizem que o Rock morreu no mundo alias). Por outro lado vemos muitas bandas com qualidade fazendo tours pelo pais e sucesso com seu público. O que falta no mercado Brasil para ajudar estas novas bandas de Rock aparecem para o grande público? Será que elas devem mesmo aparecer para o grande público ou isso faz parte do passado?

    A Internet é incrivelmente democrática.  Se vc fizer um trabalho criativo e usar essa criatividade no marketing da coisa vc vai ter mercado. Mesmo que seja pequeno ou nichado. Depende unicamente de você.  Isso hoje em dia é sensacional!

    E quem diz que o rock morreu está falando besteira! Olha o detonator na frente do funk ostentação no Spotify!

    5. Não existe uma fórmula para uma banda “virar”, mas pela sua experiência quais os pontos fundamentais que as novas bandas tem que seguir (e quais não devem se preocupar) para chegar lá?

    A criatividade é a chave.  Não se pode pensar em fazer um trabalho musical totalmente baseado em uma coisa que já existe. Senão vc vai ser apenas mais um no meio do bolo.

    Procure a sua cara e o seu jeito de fazer música.  Você é único.  Ninguém é igual a vc. Faça isso também com a sua arte. A chance de acontecer algo vai ser muito maior se vc pensar dessa forma!

  • Obrigado, mas não, valeu: as Shook Twins mandam o American Idol passear

  • 1392822276000-Shook-Twins-Publicity-Image-1-1--300x225Por Chris Robley

    Algumas semanas atrás, as artistas do CD Baby Shook Twins (uma dupla de irmãs gêmeas idênticas que tocam folk-pop) receberam um e-mail dos produtores do American Idol pedindo que elas participassem das eliminatórias do programa. O e-mail estipulava que as irmãs teriam de “fazer os testes INDIVIDUALMENTE, É CLARO!”

    Aqui vai a resposta das Shook Twins (trecho pinçado da página de Facebook da banda):

    Caro American Idol,

    Obrigado por entrar em contato com duas artistas independentes de Portland. Entretanto, a gente ficou surpresa que vocês pesquisem bandas já formadas e bem-sucedidas e peçam que elas compitam individualmente.

    Vocês disseram no seu convite por e-mail que, Cada uma de vocês teria de fazer os testes individualmente, é claro.” É interessante que vocês pensem que isso seria OK. É claro que não abandonaríamos dez anos de trabalho duro e de construção das nossas carreiras para ser a próxima Pop Star cantando músicas que nós nem escrevemos.

    Sabemos que muitos cantores fariam de tudo para serem testados para ser a próxima estrela do pop americano, mas respeitosamente declinamos do seu convite. Estamos orgulhosas de conseguir viver da nossa arte e de sermos artistas independentes que conseguiram alcançar sucesso moldando nossa própria carreira.

    É isso que valorizamos como musicistas independentes:

    *Conseguimos trabalhar como um time familiar e construir uma carreira animadora, erguendo aos poucos uma trajetória da qual nos orgulharemos.

    *Nós temos muita honra de ter as rédeas nas mãos, levar o volante para o lado que queremos e de cantar canções especiais que digam algo às pessoas e as façam sentir algo.

    *Nós conseguimos criar e desenvolver nossos shows, permitindo que nossa visão de verdade transpareça durante nossas apresentações. Nossa visão passa por juntar as pessoas em um espaço para sentir emoções positivas todos juntos. Nosso objetivo é criar em eventos e em festivais um clima que deixe as pessoas confortáveis consigo mesmas e que possam se expressar como queiram.

    *Nem tudo tem a ver com fama ou dinheiro.

    *Tocar suas próprias músicas com seu próprio instrumento é essencial para nós.

    Nós achamos que a música não deveria ser uma competição. É uma plataforma para dizer algo poderoso e deveria ser uma maneira de unir as pessoas, não de separá-las. Nos sentimos que nossas visões são completamente diferentes. Estaríamos indo contra todos nossos princípios se fizéssemos um teste para o American Idol.

    Mais uma vez, obrigada pelo convite para competir como entidades separadas pelo sucesso, mas achamos que continuaremos fazendo aquilo que andamos fazendo porque achamos que é a coisa certa!

    Atenciosamente,,

    Shook Twins (irmãs gêmeas que se apresentam JUNTAS)

    É isso aí. Amém. E todas as outras frases boas.

    Você já declinou oportunidades boas porque elas não se encaixavam na sua identidade como artista? O que significa ser um artista independente acima de todas as outras coisas? Conte para a gente na seção de comentários, abaixo.

    Ganhe Dinheiro Guide

  • Entrevista Mattilha

  • Quem disse que o Rock Nacional morreu? Entrevistamos a Mattilha, banda de Rock de São Paulo.

    MATTILHA-Logo_01

     

    1. A faixa “Filho da Pompéia” fala de como voces cresceram ouvindo as bandas de rock do Bairro Pompéia em São Paulo. Conte pra nós como a Mattilha foi influenciada por estas bandas e um pouco da história da banda.

    Bom, a idéia dessa música, que foi escrita pelo primeiro vocalista, Lucas e nosso guitarrista  Victor, foi fazer uma homenagem ao bairro que foi o berço do rock paulista: Mutantes, Made In Brazil, Tutti Frutti. Como nós começamos lá também, a influência dessas bandas acabou sendo direta, principalmente na hora de optar em fazer rock em português. Nós carregamos com orgulho essa história da Pompéia e queremos passar isso adiante!
    Desde o início nós temos a proposta de fazer som próprio e valorizar o rock nacional. Fundamos a banda em Novembro de 2010. Começou com o Victor e eu (Ian) . Depois de meses se programando para um ensaio, a ideia estava tão alinhada que logo no primeiro ensaio já saiu a primeira música da banda, “Noites no bar”, que foi composta e ensaiada pela primeira vez no Garage Studio, também localizado na Pompeia.
    2. A mixagem e masterização do álbum está muito profissional. Como foi o processo de gravação? Qual estudio, produtor, quem deu uma força?
    Nós gravamos em um estúdio que fica lá na Pompéia também, chamado Choque DB. É um estúdio muito conhecido pela galera da região, muitas bandas do underground tem trabalhado lá com o Gustavo Simão (Big) que foi um cara sensacional e que nos ajudou muito a tornar esse trampo possível. Foi a primeira vez de todos  em um estúdio de gravação. A gente não tinha noção de nada e ele deu muitos toques que fizeram o resultado final ser motivo de orgulho para nós. Recomendamos demais!

    3. Vocês pensaram em ser independentes desde o inicio? O que vocês acham que falta para o Rock Independente chegar na galera? Como estão os espaços para tocar?
    Então, na realidade a gente não tinha opção. A banda começou e o único objetivo era se divertir fazendo letras que falavam das coisas que aconteciam com a gente, não era nada ambicioso. As coisas foram rolando e a gente sempre fez por conta própria todos os corres para divulgar nosso som, e é esse o grande ponto em ser uma banda independente: Liberdade. Claro, são muitas dificuldades e muitas situações complicadas que a gente passa, mas pra fazer o tipo de som que a gente gosta não tem jeito. Rock N’ Roll se faz na rua, dando a cara ao tapa e aprendendo com os erros. A união é o segredo para as coisas começarem a rolar no underground. As casas ainda preferem bandas covers, mas existe um grande público potencial para bandas novas. A questão é: Como chegar nessas pessoas?

    É um trabalho complicado. Exige muita dedicação, amor a música e principalmente paciência!
    O espaço do cenário não tem que ter o espírito de competição. O que falta mesmo pro Rock Independente chegar na galera é realmente a união das bandas. E nós já estamos trabalhando nisso.
    4. Como o ambiente digital tem ajudado a banda a se promover?

    A internet foi desde o começo até hoje o nosso único meio de divulgação. Tudo que a gente conseguiu até hoje foi através do ambiente digital, desde contatos, parcerias e até na hora de trabalhar coisas novas entre nós. A internet está ai para todo mundo, não é dificil gravar uma música e jogar na rede. O segredo está na sua estratégia. O trabalho de uma banda independente hoje consiste em muito mais do que fazer músicas, a imagem e todas as plataformas de comunicação da banda devem ser trabalhadas diariamente. Isso faz a diferença e é o que separa as bandas que vão ficar pra sempre tentando das que chegaram lá.

    5. Qual dica que vocês dão para as bandas iniciantes?

    Vá para a rua, conheça a galera que curta o seu tipo de som, frequente shows, faça amizades com bandas semelhantes e principalmente: Tenha paciência é muita fé no seu som.
    Não desanime se receber um “não”. Para cada porta que se fecha, duas ou três podem estar se abrindo. Valorize sua proposta. Mude, se necessário, sem medo de arriscar. O segredo é estar entre amigos e sempre deixar tudo bem claro. Se tiver algum tive de problema, resolva no dia. Não deixe a bola de neve crescer. Banda é um casamento, sem sexo (ou com, dependendo do seu gosto, né). É essencial ter um bom relacionamento, tanto entre os membros, quanto com as bandas parceiras, os amigos que acompanham, o público, produtores e os donos das casas.
    As coisas não são fáceis, principalmente quando se trata de Rock Nacional, mas se é isso que você sonha, é precisa dar a cara a muitos tapas para sair do lugar.

  • Entrevista: Como um Artista CD Baby construiu fã-clubes em dois partes do mundo

  • DLS_0490Por Tracey Gill

    Uma entrevista com Hache ST, artista multi-nacional da CD Baby

    Com letras politizadas e um som internacional o artista de hip-hop Hache ST vem construindo fã-clubes em dois países (na verdade, dois continentes) de uma só vez.

    Queríamos saber como é construir uma carreira independente e multinacional, então Tracey Gill, do CD Baby, recentemente entrevistou Hache ST sobre sua vida e sobre sua música.

    Nascido na República Dominicana, Hache ST hoje mora em Staten Island, EUA, mas mantém uma presença forte no país de origem e em outras partes da América Latina. Ele é um membro do Quilomboarte, grupo de rappers politizados e socialmente ativos que que usa sua música para fomentar a mudança por meio do comentário social.

    Em seu mais recente album, Zafra, Hache ST aborda assuntos que vão da construção da identidade na República Dominicana (em relação a países vizinhos como o Haití) a declarações anti-patriarcais para defender os direitos das mulheres.E ele faz tudo isso com batidas sofisticadas, letras espirituosas e vocais impressionantes.

    Seu som incorpora jazz sincopado, multi-ritmos afro-haitianos e os maravilhosos vocais de Favi e Alexandra Blakely. Confira Zafra aqui: http://www.cdbaby.com/cd/hachest3.

    Aproveite a entrevista e conte para a gente da sua experiência com música politizada na seção de comentários, aqui embaixo!

    Hache ST fala sobre construir uma legião de seguidores em outros países

    Você vive em Nova York, mas também é famoso na América do Sul. Como mantém sua vida pessoal e sua carreira divididas entre os dois partes do mundo? Pode aconselhar artistas e bandas numa situação parecida?

    Eu não diria que sou famoso. Longe disso. Meu objetivo, na realidade, está bem longe disso. Tive a chance de me conectar com pessoas de todos os lugares, pessoas que se identificam com meu trabalho, mas não diria que sou famoso.

    Nova York é uma cidade em que é difícil colocar em prática um projeto cultural consciente. É um palco em que expressões culturais de todos os tipos se cruzam, mas levo minha música a sério e percebi que um contato poderia me levar a um show, que poderia abrir uma porta, que abriria outra etc. É uma reação em cadeia. Desse jeito, começo a fazer as coisas.Algumas coisas acontecem a longo prazo, mas outras vêm do dia para a noite.

    Um conselhinho? Bom, uma pessoa tem data marcada para terminar um projeto se assinou com uma gravadora, e por que não se não tiver também. É preciso perceber que o tempo passa,ser disciplinado e não esperar que ninguém faça nada por você, tomar conta de si.

    Cada album que você lançou tem uma mensagem.Como você escolhe os temas dos CDs e das músicas?

    O tema de cada canção vem de dentro. No meu caso, é como se fosse um dever de casa.Minha música não está desligada de assuntos sociais,e é por isso que eu considero essencial demonstrar o que está acontecendo nesse conteúdo, sem perder o que vem naturalmente.

    Sempre escrevo uma ideia ou frase que pinta na cabeça e, sobre essa base, sou capaz de escrever a música. A inspiração pode vir da conversa com um amigo ou estranho.

    Li que você colaborou com artistas que têm o mesmo estilo que você — música de consciência. Como nasceram essas parcerias?

    É muito fácil trabalhar com alguém que tem os mesmos ideais que os seus. Entramos em contado de um jeito muito natural; é só uma questão de tempo até nos trombarmos e falarmos a mesma língua.

    Quase sempre trabalho com Bocafloja e Cambio. Somos amigos há muitos anos. Também ando trabalhando com uma artista da Coôombia, seu nome é Lianna e eu realmente incentivo que ouça seu trabalho.

    Qual foi sua experiência mais bem-sucedida –tipo algo que sempre tenha querido fazer?

    Cada um mede sucesso do seu jeito. No meu caso, dividir o palco com artistas que ouço e admiro desde cedo me deu muita satisfação. Eu me lembro de quando ia para a loja de discos comprar a música deles, então não tem preço!

    Você tem fãs em Nova York, na América Latina e em outras partes do mundo, imagino. Qual sua estratégia para mantê-los informados dos seus shows, novos lançamentos ou de sua música como um todo? Pode dar conselhos sobre isso para novos artistas?

    Uso redes sociais de maneira séria e responsável, dou meu cartão de visitas em shows, mando mala-direta etc. É necessário articular estratégias físicas e digitais, não pode ficar só atrás de um computador; você precisa ir lá fora e interagir com as pessoas de verdade.

    Precisamos usar as ferramentas que temos para fortalecer nossa causa. Me conselho é: não espere que ninguém faça as coisas por você, faça você mesmo.

    Como você faz para as turnês em outros países?

    Trabalho com a Quilomboarte. Somos um conglomerado de artistas, uma plataforma alternativa. Vemos o rap como uma ferramenta de muitas para fazer um diálogo entre culturas, além da produção hegemônica. Queremos criar um link histórico com nossas ações, articulando nossos caminhos,usando a palavra falada para criar espaços, expressões literárias, amostras de cinema etc.Há várias opções em muitas plataformas.

    Por fim, como o CD Baby te ajudou a ser bem-sucedido?

    Através do CD Baby, consegui compartilhar o meu trabalho enquanto ganhava dinheiro. É uma ferramenta importante porque você pode comprar música em formato digital, mas também em físico.

    Ganhe Dinheiro Guide

  • Entrevista Tito Marcelo

  • UnknownMarcos Chomen da CD Baby entrevistou Tito Marcelo, artista da CD Baby,  sobre sua carreira musical – Confira abaixo!

    1. Tito, o iTunes acabou de escolher sua música como Single da Semana em destaque na capa do iTunes. Qual foi sua reação? Como você vê o mundo de música digital?

    Achei incrível! Quando o iTunes entrou em contato comigo, dizendo que eles estavam curtindo minhas músicas e que gostariam de promovê-las, fiquei até um tanto impressionado por saber que eles realmente ouvem o que estão vendendo. E fiquei muito feliz com isso! É muito bom saber que as pessoas estão gostando das músicas que faço!

    O iTunes é uma plataforma mundial, muito poderosa, e o interesse deles em destacar, promover e divulgar minhas músicas faz com que muitas outras pessoas possam conhecer meu trabalho e com isso, quem sabe, até passem a gostar também.

    E é justamente essa capacidade de maior exposição que considero, não só uma das boas novidades que o mundo da música digital nos trouxe, mas também um grande benefício para os artistas que não têm, tão facilmente, uma maneira de mostrar suas músicas para um grande público.

    Outra coisa que a gente nota, é como toda essa tecnologia que hoje envolve a música digital possibilitou também uma solução bem legal para uma das grandes necessidades das pessoas: a mobilidade.

    O fato de você poder ouvir as músicas que você quer, em qualquer lugar, a qualquer hora, dependendo apenas de simples, pequenos e baratos dispositivos é maravilhoso! Por causa disso, acho que essa é a época em que mais se ouve música na história da humanidade.

    A tecnologia conseguiu diminuir muito a relação de dependência entre a música gravada e sua mídia física de registro, permitindo às pessoas levarem todas as suas músicas para onde forem, sem que ocupem espaço físico algum. Poxa, e isso é muito bom!

    2. Há quanto tempo você está na estrada? Conte um pouco de você, de sua trajetória e das dificuldades que encontrou no caminho.

    Desde muito novo que tenho contato com a música. Meu avô era maestro, meu pai é músico, então não tinha como não crescer ouvindo muita música. Mas eu nunca estudei música pra valer. Aprendi a tocar violão, e sempre gostei de tocar e cantar com amigos. Lá em Recife, cheguei até a tocar em algumas bandas também, mas nada profissionalmente.

    Mas foi só no final de 2010, e de maneira totalmente despretensiosa, que comecei a compor. Não sei explicar bem o que me levou a isso, mas parecia uma necessidade mesmo. Fazer música! Sei lá, tipo o Forrest Gump, do filme, que simplesmente decidiu, aparentemente sem sentido algum, começar a correr (Risos). Então, eu simplesmente decidi começar a compor!

    Então, quando mostrei algumas de minhas músicas ao Renatinho, um amigo de infância lá de Recife (Renato Fonseca, músico e arranjador pernambucano, radicado no Rio de Janeiro), ele me propôs fazermos um disco, o qual ele mesmo produziria.

    Cara, eu fiquei muito feliz com isso! Especialmente porque o Renatinho é um grande músico, que sempre admirei, e de quem sou muito fã! Desde então, trabalhar com ele tem sido um enorme prazer e uma grande honra pra mim! Além dele, toda a galera que trabalha gravando com a gente, o André Vasconcellos, o João Viana, o Vinicius Rosa, o Marcelinho Martins, o Lui Coimbra, dentre outros também super músicos, mega profissionais e, principalmente, queridos amigos, me fez também ficar muito honrado e, claro, mais feliz ainda.

    Bom, fizemos, assim, meu primeiro disco, o Frágil Verde, Força de Quebrar, gravado no Estúdio Fibra, Rio de Janeiro, e lançado em dezembro de 2011. E quase que sem intervalo, começamos a fazer um segundo disco, o Pra Ficar no Sol, que foi gravado na Toca do Bandido, no Rio também, e lançado agora em janeiro de 2014.

    Agora, nesse começo de 2014, é que estamos preparando shows de divulgação dos trabalhos. O que está sendo bem legal, porque estamos montando o repertório dos shows tanto com músicas do primeiro disco, como também com músicas do segundo, e até com algumas músicas inéditas, sequer gravadas. Ou seja, agora é hora de ir para a estrada!

    Mas a história da música se tornar profissão também na minha vida é ainda algo muito novo e totalmente inesperado. Nunca havia passado pela minha cabeça ser artista, e posso afirmar, como já disse antes, que não foi essa minha intenção quando comecei a fazer músicas.

    Apesar de ter dois discos autorais gravados, eu não sei nem se posso dizer que tive, ou que tenho dificuldades até aqui, até mesmo porque ainda não consigo bem ter expectativas sobre aonde esse caminho da música vai me levar.

    Tenho encarado tudo que está acontecendo como uma grande aventura, cheia de desafios diferentes dos que estou acostumado a ter na minha vida, mas também repleta de descobertas e diversão. Muita diversão mesmo!

    Acho que ainda estou naquele “começo de namoro” com a profissão de músico, onde tudo parece perfeito! Só alegria! (Risos)

    3. O que falta no Brasil para que o artista possa realmente viver de seu trabalho?

    Poxa, acho essa uma pergunta muito difícil de responder.

    No meu ponto de vista, que deve estar muito longe da verdade absoluta, acho que há um problema sócio cultural mesmo. Ainda somos um país com sérios problemas educacionais, os quais dificultam muito a apreciação e, consequentemente, a valorização da arte. Como arte em si mesmo, sabe?! Tipo, da “arte como alimento para o espírito”, como minha mãe, que é também artista plástica, me disse uma vez.

    Mas essa talvez seja uma discussão mais filosófica e abstrata sobre a valorização do trabalho artístico, cujas conversas precisam ser bem mais aprofundadas do que as que esse espaço permite ter, não é?! (Risos)

    Bom, o que sei é que não dá pra ficar esperando que os problemas sociais brasileiros sejam resolvidos para assim começarmos a ganhar dinheiro com arte.

    Acho que o artista, independente ou não, também precisa pensar como um empreendedor de sua própria obra. Pensar em novos modelos de negócios para aquilo que ele cria. Isso pode até parecer tratar a arte como algo comercial, mas não é.

    Veja, eu não estou dizendo que a criação artística deva ser comercial. Muito pelo contrário, acho que a gente tem que criar com o coração. Fazer música com a nossa alma! Sem se preocupar, nem um pouco, se a música vai ser comercial, vendável ou não.

    O que estou dizendo é que, depois de pronta uma música, se for essa a intenção do artista, ganhar dinheiro com ela, é preciso pensar em maneiras de viabilizar isso, levando em consideração não só as dificuldades, mas também, e principalmente, as oportunidades que o cenário atual apresenta.

    4. Quem ajuda você em sua carreira? Você tem uma equipe, contratou uma agência?

    Artisticamente, sou produzido pela Villa-Lobos Produções, que é uma grande produtora aqui de Brasília. Eles descobriram minhas músicas, mais ou menos na época em que meu segundo disco estava sendo produzido, e me propuseram cuidar da minha carreira artística.

    Eu fiquei feliz demais pelo interesse deles e muito honrado também, porque são super profissionais, com grandes produções realizadas, e têm investido bastante no meu trabalho. E acho que foi nesse momento, quando eu e a Villa-Lobos sentamos para conversar sobre eu entrar para o casting deles, que me dei conta que a “brincadeira” tinha virado trabalho. (Risos)

    5. No cenário atual da Música Brasileira você acha que o independente tem mais espaço? Quais dicas você tem para um artista ou banda independente iniciante?

    Na minha opinião, pela quantidade de grana envolvida nesse meio, mídias como a televisão, e até mesmo o rádio, não conseguem ou não querem mais apostar no novo, no desconhecido. Acredito que tudo ficou muito caro para esse tipo de mídia, o que não permite a eles arriscarem seus negócios com algo que não possa dar seguros e elevados resultados financeiros.

    Então, quem está começando e quer entrar nesse tipo de mídia, precisa bancar o próprio risco de não dar certo, do ponto de vista do retorno financeiro que a televisão e o rádio esperam que dê. E, em minha opinião, foi esse um dos principais motivos que fez o artista independente ter perdido espaço nesse tipo de mídia.

    Quando surgiu a internet, o artista independente, iniciante ou não, passou a ter um novo espaço. Uma mídia bem mais poderosa que as disponíveis anteriormente, a um custo praticamente inexistente.

    Por conta disso, acho que agora o artista independente tem sim mais espaço. Principalmente pelo ambiente tecnológico que temos hoje, a favor do compartilhamento de informação. E não só no cenário da música brasileira, mas também no cenário da música mundial.

    Eu por exemplo, não no papel de artista, mas como fã de música que sou, tenho acesso a muitos outros trabalhos, os quais seriam totalmente desconhecidos ou de difícil acesso, se não fossem as plataformas tecnológicas que temos hoje em dia para fomentar serviços de difusão de música.

    E é justamente por meio dessas plataformas, quase todas baseadas na web, que o espaço passou a ser mais democrático e acessível. Ou seja, o espaço está aí: imenso, disponível e de graça. Cabe a gente saber como utilizá-lo, de forma que nossa arte chegue para tantas quantas outras pessoas a gente desejar que chegue.

    Bom, quem sou eu para dar dicas para outros artistas, mas acho que nossa primeira missão como artista, como eu disse anteriormente, é fazer música com o coração! Com a nossa própria verdade!

    Uma vez eu ouvi alguém dizer que a “arte é o registro de nossa passagem pela terra”, e achei isso lindo. E acho que é pensando um pouco nisso que a gente tem que fazer nossa música, nosso trabalho. Ou seja, que vestígios nós queremos deixar por onde passamos.

    Depois disso, e claro, se essa for a intenção do artista, nós temos que mostrar nossa música para o maior número de pessoas possíveis. Se essas outras pessoas vão gostar, ou não, é outro problema, o qual foge totalmente do nosso controle e vontade, não é?! Mas acho que é responsabilidade nossa fazer com que nossa arte chegue até as pessoas.

    Como também já disse, acho que nós, como artistas independentes, precisamos ser empreendedores de nossa própria obra. Pensar sempre em maneiras novas, diferentes, e viáveis de vender o que produzimos.

    E por fim, acho que a gente tem que encarar o sucesso como as pequenas conquistas do dia a dia, por menores que possam parecer. Ah! E claro, se tudo isso não for para a gente se divertir, acho que não vale a pena!

    Ganhe Dinheiro Guide