Faça suas músicas ficarem mais fáceis de serem usadas em playlists com esses quatro truques de edição

O streaming é uma boa fonte de grana. E as playlists são a galinha de ovos de ouro do streaming. E a gente ensina como você pode pegar suas músicas e, sem perder a autoria, transformá-las numa opção atraente para as maiores playlists do mundo. Vem cá!

Faça suas músicas ficarem mais fáceis de serem usadas em playlists com esses quatro truques de ediçãoPor Michael Warner

O que os fazedores de playlists querem ouvir para usar sua música nas listas deles?

SUA música tem de atender às necessidades DELES.

[Este post foi baseado no trecho do livro de Michael Warner, Work Hard Playlist Hard.]

Os curadores usam músicas que se encaixem nas suas playlists, o que significa que esse som tem uma emoção, faz parte de um gênero ou estilo junto com as outras músicas da playlist…  As exceções são algumas faixas mais longas que servem para manter o ouvinte interessado.

Lance suas músicas já pensando nas playlists.

Pense em fazer versões para rádio (radio edits) das suas músicas; elas são mais curtas e objetivas.

Isso é feito por causa do tempo mais curto, e para evitar que o ouvinte fique mudando de estação de rádio. A mesma regra vale para playlists.

É por isso que é importante lançar uma versão mais curta da sua música, especialmente bolada para playlists.

Agora, antes de a gente seguir adiante, por favor não deixe essa obrigação sufocar sua criatividade ou sua originalidade. Primeiro, termine a versão original, sem modificações, como você sempre sonhou, e depois faça as adaptações para que ela caiba em playlists.

Faça uma versão mais curta que vá caber numa playlists popular com outras músicas curtas (também conhecidas como radio edits). Dê uma olhada nas  playlists mais famosas do  Spotify que usam sons parecidos com o que você for lançar.

Estude as músicas que são usadas nas suas playlists favoritas e repare o seguinte:

  1. Duração da música (é melhor que seja menos de 4 minutos)
  2. Duração da introdução (menos de 15 segundos — ou as pessoas podem desistir de você antes dos 30 segundos)
  3. Duração do encerramento (menor do que 15 segundos — você quer que as pessoas deixem sua música tocar até o fim)
  4. Estrutura da música (comece com o gancho, deixe o vocal entrar e já tenha os elementos que vão mostrar pras pessoas o que é sua música nos 15 primeiros segundos)

Nem todo “play” é igual (nem paga igual). Consiga que os ouvintes passem dos 30 primeiros segundos.

Seu ouvinte pode apertar o play e, sim, ele estará ouvindo seu som em streaming. Mas se eles ouvirem sua música por menos de 30 segundos, não vai contar como um play, e você não vai lucrar com isso.

Você precisa prender a atenção das pessoas no comecinho, para que elas não pulem sua faixa, então tente agarrar o ouvinte nos primeiros 30 segundos (e espero que pela música toda).

Isso tudo vai te ajudar a ter uma ideia de como editar sua música. E, de novo, não deixe isso estragar a sua criatividade. Primeiro termine sua música, depois faça uma versão mais curta. Você pode lançar as duas versões, primeiro o corte para rádio, como um single; depois uma versão estendida (com a introdução épica que você tanto ama) para o álbum

Dicas bônus para introduções longas

Pegue a introdução longa que você tinha bolado para a sua faixa e crie uma nova faixa, só com ela, seguida da versão da mesma música sem introdução. Se o ouvinte pular a introdução, vai cair na sua faixa em seguida. E, mesmo que a pessoa ouça a faixa longa inteira, e depois a mais curta, isso vai contar como dois “plays” , e você vai ser pago duas vezes!

Veja um exemplo disso no álbum do Date Night. Note que, para gerar renda de streaming, a faixa precisa ter pelo menos 30 segundos.


Guia do Spotify

Comente

Seus email não será publicado.