Entrevista: Bruno Lara

Bruno Lara busca suas inspirações no rock e na música clássica. É formado pela Escola de Música CIGAM de Ian Guest e lançou este ano o seu oitavo disco, chamado NIX. Aproveitamos a divulgação do novo álbum e conversamos com o guitarrista sobre o mercado fonográfico atual. Confira:

Como você acaba de lançar o seu oitavo disco. Qual a maior diferença na forma de divulgar o primeiro e este mais recente?
Eu fiz meu primeiro disco em meados de 2007, 2008. Não tinha muitas formas interessantes de poder expandir meu trabalho. Tive que recorrer a mídias como jornais, redes sociais (que estavam reformulando conceitos sobre divulgação musical, com uma maior limitação de ferramentas na época), shows e no famoso boca a boca.

Para tentar incentivar um aumento na audição/compra do meu trabalho, acredito que desde 2007 a coisa evoluiu bastante e o que considero mais notável é o fato de que a venda digital e os streamings se tornaram uma ferramenta com maiores dimensões. Posso expor o meu trabalho em todos os lugares do planeta. As pessoas ouvem uma prévia e, se for de interesse, podem comprar de diversas formas (físico/digital), por seleção de faixas e em vários portais e sites, que estão em expansão.

Pegar esses elementos e fundir com outros tipos de redes sociais ou mídias especializadas torna a forma de divulgação bastante diversificada e interessante.

Qual é a melhor maneira de incentivar os fãs a consumirem as suas músicas?
Acho que tocar ao vivo e ter o contato com as pessoas é muito importante para manter um trabalho vivo, mas uma coisa interessante é poder criar uma comunidade e postar atualizações (fotos, vídeos), dentre outras surpresas, na qual os fãs tenham uma maior liberdade e intimidade com o seu trabalho. “Quebrar um pouco o gelo” em relação ao contato. Site pessoal, anúncios, blog e Twitter também ajudam, mas é nessa soma que o trabalho se torna atraente. Tem dado certo comigo.

Que dica você daria para artistas independentes que estão lançando os seus primeiros materiais agora?
Tente arriscar de várias formas, seja transparente, criativo e foque no seu trabalho. É importante acostumar o ouvido das pessoas e quanto mais formas e fontes de informação você tiver, a probabilidade aumenta. É o momento de expor mesmo o trabalho, uma entrega e um risco, mas se acredita no seu potencial, manda bala.

Qual a importância de um serviço como o do CD Baby para uma banda independente?
Mostrar que o mercado independente pode ser consumido em diversas camadas, sem fronteiras e sem problemas comerciais (desde que tudo esteja corretamente preenchido). Acho isso muito democrático e válido, pois não se restringe o material a uma determinada região e substitui de forma honesta o papel de uma gravadora, além de ser uma ferramenta que está em um processo de grande evolução. O CD Baby disponibiliza formas de downloads muito interessantes (com cartões), além da compra do material físico. É uma democracia na vida do músico: online e offline.

 

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