Dia da Música

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Um dia dedicado a música independente, com bandas tocando em palcos nas ruas de várias cidades do Brasil. O que você acha? Nós achamos muito legal e sua banda pode ter chance de tocar. Leia a entrevista com o Diretor Executivo do Dia da Música, Gustavo Steinberg.

1. Gustavo, sua empresa já realiza o Festival de Clipes e Bandas voltado para Novos talentos e Bandas Independentes e agora você lançou o Dia da Música. Como surgiu a idéia e o que é o Dia da Música?

O Festival de Clipes e Bandas já é hoje o maior festival de novos talentos da música e dos clipes do Brasil. Do festival para o Dia da Música foi uma continuidade natural. O evento surgiu como uma forma de ampliar mais ainda o espaço para bandas independentes.

2. Que bandas podem se inscrever? Tem que estar em algum gênero especifico? As inscrições são para Bandas de todo o País ou somente algum Estado? Vocês pagam cache e custos?

Apesar de ser uma parceria com o evento francês Fête de la Musique e o americano Make Music, a edição brasileira é bem diferente. O espírito é o mesmo: a música como celebração e força da sociedade. No entanto, aqui estamos focando somente em música autoral (na França tem muito cover), vamos ter curadores de palcos produzidos pela organização do evento (isso praticamente não acontece na França) e temos uma plataforma online bem mais robusta que na França. Ou seja, começamos como 30 e poucos anos de atraso, mas começamos com um “upgrade” e uma proposta ao meu ver mais moderna. Sendo música autoral, pode se inscrever qualquer banda, de qualquer gênero e do país inteiro. Vamos trabalhar vários níveis: seleção de curadores, que vão programar palcos (http://www.diadamusica.com.br/curadores), seleção de locais (bares, casas noturnas, centros culturais etc) que vão negociar diretamente com as bandas (http://www.diadamusica.com.br/festival/mapa), seleção do público (dois palcos serão escolha do público – http://www.diadamusica.com.br/festival#Pessoas). Finalmente, se você não for escolhido por ninguém (e muitas bandas boas infelizmente não serão), incentivaremos apresentações com base na lei do artista de rua. Gostaríamos de dar cachês a todas as bandas, mas não temos dinheiro. Assim, pagaremos cachê de R$ 1000 àquelas chamadas pelos curadores, no dia 21, e para aquelas chamadas pelo circuito off, no dia 20, ofereceremos 2 prêmios de R$ 5 mil para as mais bem avaliadas. É um incentivo a mais. Têm também eventuais cachês oferecidos pelos locais (a negociação no circuito off é feita diretamente entre locais e bandas, nós cuidamos da liberação dos direitos autorais no Ecad e da divulgação – e da plataforma, é claro).
Os shows selecionados pelos curadores e pelo público acontecerão somente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas esses shows também estão abertos a bandas de outras cidades e estados. No resto do país, teremos o circuito off, onde locais negociarão diretamente com as bandas (http://www.diadamusica.com.br/festival/mapa).

3. Muitos falam que existe pouco espaço para a música independente. Você está fazendo o seu trabalho de divulgar, agora o que você acha que falta por parte das bandas para fortalecer o cenário de música independente?

Pra quem toca, temos publicado dicas dos curadores do Dia da Música sobre o que fazer para impulsionar sua banda, como fazer um bom show etc. Confiram aqui: http://www.diadamusica.com.br/novidades

Pros locais que convidarão bandas, eu gostaria de transmitir a eles as vibrações do que é o Fête de la Musique! 🙂 É muito incrível o aspecto auto-organizado do evento. Os locais realmente arregaçam as mangas e fazem muitos shows. Nós estamos dando uma mão com a nossa plataforma mostrando que bandas existem, de qual gênero e cuidando da burocracia relativa aos direitos autorais. Ou seja, o local só tem que convidar a banda!

4. O mercado de música vêm se transformando nos últimos anos. Onde estão as oportunidades? Como as bandas devem se posicionar nesse novo modelo? Qual a mensagem que você tem para os novos artistas?

Ao meu ver, a grande questão é aumentar o número de locais que oferece shows ao vivo. Esse é o foco principal do circuito off do Dia da Música. Já temos 22 locais cadastrados espontaneamente em todo o país e a lista está crescendo. E já temos também mais de 1400 bandas cadastradas. É importante que as bandas ajudem a buscar novos locais de shows, usando o Dia da Música como uma forma de se aproximar dos locais. Sem isso, a cena independente nunca vai crescer. Precisamos de mais locais fazendo shows! Já estamos em contato com algumas bandas brasileiras que tiveram experiência no Fête de la Musique e no Make Music (a versão americana, que também nos apoia). Vamos tentar mostrar os caminhos e a beleza da auto-organização para todos. Pra dar certo, as bandas têm que aderir e ajudar. A primeira edição será fundamental pra que os locais percebam como pode funcionar. Acho que na segunda já vai ser bem maior. Mas me anima ver que o segundo local a se cadastrar no site para convidar shows é em Roraima (http://www.diadamusica.com.br/casadoneuber). É incrível isso!

8 Comentários

  1. regianemariademenezesmiranda@gmail.com'
    by Regiane on Maio 17, 2015  05:18 Responder

    Muito bom mesmo O dia do Músico , gosto quando as bandas Militares se unem aqui na minha cidade é um espetáculo a parte.

  2. clubdomusico.com@gmail.com'
    by Tocar com Qualidade on Março 23, 2016  16:06 Responder

    Para os músicos, esse dia é muito importante, agradeço por pelo menos ter um dia pelo menos.

    • arretadoonline@gmail.com'
      by Ricardo on setembro 27, 2016  00:00 Responder

      Que bom que tem um dia dedicado a classe dos músicos!

      • ronaldodesenho@yahoo.com.br'
        by Ronaldo on Março 24, 2017  00:57 Responder

        Belíssimo trabalho! Bom ver pessoas engajadas em promover e criando condições para promover cultura! Parabéns!

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