Como ganhar a vida fazendo shows caseiros

Shannon Curtis já tocou em algumas das baladas mais legais dos EUA. Mas, ultimamente, ela descobriu seu palco predileto: a sala da casa de fãs, onde ganha mais dinheiro (e carinho) do que quando enchia boates

Como ganhar a vida fazendo shows caseirosO Que Funciona na Música Independente de Hoje: Lições de Sucesso da Shannon Curtis, Aluna da New Artist Model

Um dos melhores jeitos de pensar em novas ideias e estratégias para sua carreira musical é conferir o que outros músicos estão fazendo. Então o Dave Kusek e a Lindsay McGrath, da New Artist Model estão montando uma série de estudos de casos de músicos talentosos e bem-sucedidos que estão dando as regras no mundo da música indie. O terceiro episódio da série é com a musicista Shannon Curtis.

Pergunte à cantora e compositora Shannon Curtis sobre a chave de seu sucesso como musicista independente, e ela vai te mandar — literalmente — para o olho da rua. Ela vai te incentivar a começar a fazer turnês com o apoio da sua plateia.

A Shannon sabe que turnês são o melhor jeito de interagir com seu público e construir uma fanbase. Ela também sabe que apresentações ao vivo podem render mais dinheiro que gravações, direitos autorais e mercadorias da sua banda somadas.

Todo verão, Shannon passa mais de quatro meses na estrada, fazendo shows em casas de locais. Em 2014, a artista que atualmente mora em Los Angeles fez shows em mais de 70 casas ao redor dos EUA, para públicos de, em média, 35 pessoas.

Como romper com o modelo de shows tradicional

A ideia de fazer uma turnê anual de shows caseiros nasceu em 2011, quando Shannon estava batalhando para conseguir novos fãs. O crescimento da carreira dela havia sido “aos poucos” desde que ela começou no mercado em 2006, ela diz. Então, para conseguir alcançar novas plateias, Shannon começou a tentar marcar shows solos em boates de Los Angeles, San Francisco, Sacramento, Portland e Seattle.

Daí algo inesperado aconteceu. Um fã ligou para ela e perguntou se ela se apresentaria na sala da casa dele. O pagamento seria o que a plateia que estivesse lá estivesse disposta a contribuir, e o fã morava bem no meio dos planos de viagem dela.

Shannon disse sim. Ela tinha feito shows caseiros eventuais, sempre pensando neles como um “preenchimento de agenda” entre as datas que tinha marcado shows em casas de show. Mas esse show provou para ela que ela tinha entendido as coisas ao contrário

“Eu não tinha ideia do sucesso que seria”, diz Shannon, revelando que não usou amplificador nem microfone nesse show. “Numa casa noturna você está sempre competindo com o ruído do bar, de uma máquina de fazer latte ou outra coisa assim. Mas o show foi de uma conexão 100%. Uma pessoa começou a chorar. A reação das pessoas era palpável.”

Palpável e rentável. No fim da noite, Shannon ganhou mais dinheiro e vendeu mais mercadoria do que se tivesse feito um show numa balada em Los Angeles. “Foi muito mais do que o dinheiro para pagar a gasolina. Foi aí que uma lampadinha se acendeu sobre minha cabeça.”

O modelo de show caseiro da Shannon

Shannon e seu marido, o produtor musical Jamie Hill, que viaja com ela nas turnês, trabalhou como analista financeiro e percebeu, através de pesquisas, que ela poderia ganhar mais dinheiro e fãs tocando na casa das pessoas do que se fizesse shows. Hoje, eles usam um sistema simples para montar a turnê anual.

A Shannon geralmente anuncia que fará uma turnê caseira por volta de março. Ela incentiva as pessoas que têm interesse em abrir sua casa para um show dela a entrar em contato, pelo site ou e-mail. “Neste ano, 85 pessoas se inscreveram nas primeiras 48 horas”, diz Curtis.

Os pré-requisitos para sediar um show são simples, mas específicos. O anfitrião deve garantir uma plateia de ao menos 30 pessoas e precisa dispor de um espaço como quintal, garagem, sala de estar grandes o sucificente para um “evento de audição focada”.

“Não é uma festa que também tem música”, conta a Shannon.

Depois que o pedido por um show caseiro é aceito, as coisas se encaixam com facilidade. Se você for organizado, diz a artista. As pessoas que sediam o show não precisam se preocupar com seguro, porque seus eventos não são abertos ao público. Em vez disso, são reuniões de amigos. Os donos da casa não recebem nenhum tipo de incentivo financeiro por ter cedido o lugar e trazido o público, diz Shannon. Na maioria das vezes, eles gostam da ideia de fazer um evento legal e conhecer melhor a artista.

“A gente deixa a estrutura por conta dos anfitriões”, diz Shannon. “Muitas vezes eles viram um bufê, com cada pessoa trazendo um prato. Nossos shows viram eventos que conectam muito a comunidade”

A Shannon leva todos os equipamentos e só precisa de “uma tomada e uma extensão” para dar um show. Ela recebe as doações do público e o dinheiro da venda de produtos. Não tem venda de ingresso, couvert nem banda de abertura. Shannon e Jamie geralmente aceitam quando os anfitriões oferecem que eles passem a noite na sua casa.

“Cada show que fazemos é um novo mercado. É como se fosse uma reunião de Tupperware, mas de marketing de música”, diz Shannon, complementando com o fato de ser surpreendida com o apoio das plateias. “A maioria dos músicos têm questões sobre si mesmo. Mas se você aparecer e der às pessoas uma apresentação sincera – eles vão te apoiar. O momento que você baixar sua guarda é o momento que essas pessoas vão gostar de você.”

“A New Artist Model é uma ferramenta muito valiosa para mim. Antes, eu gastava um tempão pesquisando coisas como ASCAP e BMI [as associações americanas equivalentes ao Ecad] sozinha. A NAM explica tudo o que precisamos saber para atravessar esses assuntos. Só isso já faz valer o preço”, diz Shannon.

“Da primeira vez que encontrei o Dave Kusek, achava que o programa teria um monte de coisas que eu há sabia,tipo os altos e baixos de fazer uma carreira musical. Mas eu fui positivamente surpreendida com quantas vezes um vídeo dele me acendeu uma nova ideia.”

“Uma coisa que estou estudando agora na New Artist Model são os patrocínios. A escola me incentivou a montar uma apesentação para pedir patrocínios. Eu realmente acho que algumas empresas poderiam estar bem interessadas. Nada aconteceu ainda, mas pode rolar com o tempo — e eu quero ter certeza que eu é que farei as regras.”

Enquanto a Shannon se prepara para outro verão na estrada, ela diz que é grata a todas as pessoas que curtem seu som suficiente para ir ver suas apresentações.

“Eu não chamo meus apoiadores de fãs. Parei com isso. Eu tenho uma comunidade. É uma via de mão dupla e um apoia o outro.”

Você pode ler o artigo completo na New Artist Model.

Saiba mais sobre Shannon Curtis aqui: http://shannoncurtis.net/

A New Artist Model é uma escola digital de negócios musicais criada por Dave Kusek, o criador da Berklee Online. A escola online é uma plataforma para o ensino de estratégias práticas e técnicas de como se viver de música. Aprenda a criar um caminho único para sua carreira com as estratégias que estão funcionando para artistas independentes do mundo todo. Aprenda a pensar como empresário criar seu próprio plano e a viver da sua música. A New Artist Model oferece treinamento no nível de faculdade, por um preço muito menor do que as mensalidades da universidade. Os programas custam a partir de US$ 29 por mês. Para saber mais sobre a New Artist Model visite http://newartistmodel.com.

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