6 tipos de parceria que você pode fazer para levar seu som para novos públicos

A união faz a força. E também faz a audiência: a gente fez uma lista com seis tipos de jeitos que você pode se unir a outros artistas para fazer um trabalho legal, com alma e ainda ganhar mais ouvintes de quebra.

6 tipos de parceria que você pode fazer para levar seu som para novos públicos

Por Chris Robley

Parcerias, as famosas colaborações musicais, servem muito mais do que só para fazer divulgação cruzada

…mas é claro que qualquer atenção a mais que você conseguir ganhar é boa.

Para mim, entretanto, existe uma diferença entre se juntar a outro artista só porque isso pode te abrir caminhos para um novo público, e de fazer isso porque é uma aventura, um jeito de se expressar, uma maneira de exercitar sua flexibilidade criativa e de se desafiar.

Eu acho que a maioria das pessoas também sabe encontrar essa diferença, e sabe que colaborações que nascem do coração e de uma vontade profissional vão ser mais proveitosas, mesmo pra divulgação.

Então, quais são os jeitos de colaborar com outros músicos?

1. Uma gravação de “artistas conjuntos”

Uma gravação desse tipo é quando dois ou mais artistas gravam juntos, e levam o mesmo crédito como criadores. Pense mais em artistas como “Robert Plant & Allison Krauss”, e não em duplas como “Simon & Garfunkel” (já que Simon & Garfunkel trabalharam como uma dupla por anos, e não só em uma colaboração pontual).

A gravação de artistas conjuntos, seja um álbum, um EP, um single ou um show, vai entrar nas discografias e nos perfis de plataformas musicais DE AMBOS os artistas, o que vai trazer mais atenção para todo mundo que estiver envolvido.

Lance Allen, que distribui sua música com a CD Baby e eu entrevistei um tempo atrás sobre como o lucro que ele conseguia com streaming estava pagando o financiamento da casa dele, vem explorando esse tipo de colaboração com artistas tipo Avery Bright, Map of the Clouds e Denis Turbide.

2. Artista convidado em uma faixa (o famoso feat.)

Uma versão com menos pressão desse tipo de colaboração aí em cima é convidar outro artista para participar de uma música só — e o nome dele ou dela vai aparecer como convidado (ou feat) sempre que essa faixa estiver em plataformas digitais. O esquema de “featuring” já rola há anos no hip-hop, mas na última década começou a rolar em outros estilos de música também.

Muitas vezes, o artista “featured” está TE fazendo um favor, então não espere que ele ou ela vá se desdobrar para divulgar a música. De qualquer maneira, vai te abrir novos mundos de qualquer jeito (e também conseguir ótimos refrãos, raps ou novos trechos para a música).

3. Uma colaboração no YouTube

Eu odeio o termo “collab”, que é como chamam essas colaborações em inglês. Mas é assim que as pessoas chamam quando você e outro, ou mais cinco ou outros setenta criadores se juntam num projeto que tem elementos de áudio e de vídeo

Já que o YouTube é uma plataforma com uma cara mais informal e brincalhona, você pode pirar bem com essas colaborações. Daí cada dono de canal envolvido no projeto pode divulgar o vídeo para seus assinantes.

4. Takeovers, ou tomadas de canal

Tomadas de canal. Um “takeover” de um blog. Fazer a playlist de outra pessoa por uma semana. Você pode convidar outro artista para controlar o conteúdo do seu perfil em uma plataforma, por um período de tempo.

Eu já convidei compositores que admiro para fazer a curadoria da minha playlist Lyrics in the Limelight, cada um por um mês.

O compositor Dawn Beyer já fez apresentações ao vivo no Facebook Live de outros artistas.

É divertido, e você pode fazer um troca-troca de redes sociais.

5. Uma boa e velha participação em show

Eu já convidei vários músicos para tocar comigo durante shows: rappers, um quarteto de flautas, cantores etc.

O projeto Portland Cello Project baseou sua carreira em tocar cada vez com convidados diferentes.

Com isso, ele não só se diverte e se reinventa, recriando suas músicas com o que o convidado do dia pode contribuir, mas também tem a oportunidade de toda noite fundir seu público om o de outro artista.

6. Um vídeo ao vivo

Essa é uma combinação do aspecto “ao vivo” do método acima com o do “artista convidado”, de que eu falei antes, …e nem precisa ser um show ao vivo numa casa de shows. O sofá da sala da sua casa é um ótimo lugar para fazer um dueto de três minutos, que pode ser filmado com seu iPhone e postado no YouTube.

É simples: trabalhe com outras pessoas, em qualquer lugar, sempre que puder

Se você quer ser bem criativo, a colaboração nem precisa se dar na mesma sala que seu parceiro ou sua parceira.

Por exemplo, a compositora de folk Anaïs Mitchel se uniu a nossos amigos da Spire Studio  no calor do momento durante a conferência Folk Alliance International de 2018 para fazer um vídeo que consegue encampar esses vários aspectos:

  • Serve como propaganda para os equipamentos de gravação da Spire
  • É uma oportunidade de divulgação mútua para todos os artistas envolvidos
  • É a chance de mostrar uma baita canção que foi feita anos antes, mas que conseguiu encontrar um novo significado nos dias de hoje
  • O vídeo foi filmado e a música foi gravada rapidamente, com várias vozes diferentes se unindo contra as forças (e quantas forças!) que fazem a gente se sentir isolado e com medo deles— quem quer que eles sejam

Confira a parceria de Anaïs com Alec Spiegelman, Kristin Andreassen, Wallis Bird, e de Ellie Buckland, Isa Burke, & Mali Obomsawin (da Lula Wiles)— todas usando o gravador da Spire, que é compacto, fácil de usar e grava em vários canais diferentes

O que a Spire diz sobre esse projeto de parceria:

O Folk é um estilo de música que alimenta comunidades, com músicas tradicionais cujas letras variam de acordo com o momento histórico, onde elas são tocadas e o estado de espírito do músico. A gravação foi criada nesse espírito, de criatividade espontânea (alguns artistas toparam entrar no projeto 5 minutos antes de ele rolar) – neste caso, as camadas sonoras foram possíveis graças à Spire.

Também não é preciso dizer que uma música linda pode ser criada em qualquer lugar – com certeza fora de um estúdio — e neste caso foi, literalmente, em banheiros de hotéis, corredores de prédios, pátios, telhados etc. Ela é o reflexo de como e quando o folk foi criado e tocado, e também de como a Spire Studio permite que você grave em qualquer lugar.

E só para dar minha opinião. Eu tenho um gravador da Spire Studio e ele serve para muito mais do que só para colaborações. Eu estou usando-o em umas músicas que estou criando em casa, no Maine, e, apertando só uns botões, mando minhas gravações em formato WAV para meus colegas de banda, no Oregon. Mas a gente fala dessa colaboração outro dia…

Colaborações e esforços criativos não são novidade. Artistas de jazz já faziam isso há 75 anos. Nilsson Sings Newman, ainda que não tenha vendido muito disco na época, virou um clássico do gênero.

Hoje, Bon Iver colaborou com The Chieftains, Peter Gabriel e… a banda de jazz que tinham durante o ensino médio. O Kendrick Lamar’ juntou mais de 20 artistas convidados para fazer o álbum de Pantera Negra!

É claro que isso vai aumentar o público de todos os artistas. Mas nenhum artista vai ganhar público se sua música não for boa.

Você já lançou alguma colaboração interessante? Conte para a gente na seção de comentários, aqui embaixo.


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3 Comentários

  1. Pingback : 6 tipos de parceria que você pode fazer para levar seu som para novos públicos – Agnaldo Rangel

  2. davidmachados@outlook.com'
    by David Machado on agosto 1, 2019  05:52 Responder

    Fazer parcerias é um bom negócio, desde que haja um planejamento!
    Eu gostei da frase final do texto que diz:
    "Mas nenhum artista vai ganhar público se sua música não for boa."
    Os artistas podem ser bons mas se a música for ruim, certamente não há parceria que salve.
    Existem parcerias musicais que foram um fiasco porque a música era ruim, por outro lado, houve também o oposto, uma música boa cantada por alguém em uma época, desfavorável. Já se deparamos diversas vezes com o sucesso de uma música cover na voz de artista X que fez um grande estouro, algo que o artista original não fez. Porém, o acaso da vida afeta há todos. Como poderíamos mensurar que tal música iria fazer sucesso na voz de outro artista e não do interprete original? Podemos focar em querer promover diversas músicas e artistas, gastando muito dinheiro e divulgação, mas é possível que também não obtenha o retorno esperado. Mas o que realmente importa? Pra quem importa? O que o músico, gravadora e fãs pensam? O que é sucesso? Como determinar? Questione e obtenha a reposta!
    Tocar para "10/20/30/50/ , 500, 1000 ou 100 mil pessoas," é um sonho de muitos músicos.
    Mesmo que o numero seja menor, já não é um sucesso tocar pessoas?
    Tocar para pessoas mesmo que sua canção não seja famosa faz diferença e importa pra quem a ouve.
    Podemos conectar pessoas de outros países mesmo que até não entendam bem nosso idioma.
    O mais importante: Alguém vai nos ouvir!

    Sou David Machado, um jovem sonhador que respira música e amante do Blog SomosMusica.
    Me arrisco a sempre ouvir artista independentes, mesmo que seu idioma e sonoridade não seja popular ou comum. O desconhecido pode ser belo e o incomum se tornar agradável aos ouvidos. Viva a liberdade artística!

    • erikap@cdbaby.com'
      by Erika Parr on agosto 7, 2019  10:16 Responder

      Oi David! Apreciamos de coração suas palavras e estaremos sempre trabalhando para disponibilizar informação útil para a comunidade artística! Estamos sempre abertos a sugestões e muito agradecidos por ter você como parte da nossa comunidade aqui no blog.

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