Você está pronto MESMO para ser sua própria gravadora?

Foi-se o tempo em que gravadoras davam as cartas do mercado, certo? Éééé… mais ou menos. Um texto explicando porque, talvez, seja melhor ter um contrato assinado.

Você está pronto MESMO para ser sua própria gravadora?

“Você ainda precisa de uma gravadora?”

De acordo com Portia Sabin (presidente da Kill Rock Stars e apresentadora ‘The Future of What’) e os três convidados do episódio46 do seu podcast — John Shepski, da Fluff & Gravy, Aaron Meola, da Tender Loving Empire, e Blake Hickman, da Good Cheer — a resposta é SIM.

No mínimo do mínimo, você precisa de uma pessoa que consiga desempenhar todas as tarefas que eram responsabilidade da gravadora. Esse cara vai ser você? Você tem o tempo e a energia de ser sua própria gravadora?

 

O que uma gravadora dá para seus artistas?

Se você tem uma boa relação com a gravadora, eis algumas das coisas com que eles podem te ajudar:

  1. Conhecimento e expertise — Você conhece de música, mas pode não saber muito do mercado fonográfico. Uma boa gravadora vai te oferecer apoio e mostrar caminhos. Além do mais, quando você se deparar com um problema na sua carreira, terá várias pessoas com quem conversar, trocar ideias e pedir sugestões. Uma gravadora pode te ajudar a planejar estrategicamente seus lançamentos e também ter o papel de quartel-general onde você pode juntar vários pontos da sua carreira.
  2. Dinheiro e recursos — A parte do dinheiro deveria falar por si só; grana é um recurso raro quando você está tentando fazer uma turnê, divulgar seu trabalho, comer e ainda tentar não virar um sem-teto. Uma gravadora é como um banco. Como diria Portia, os selos são os apostadores do mercado fonográfico. “É nosso dinheiro: por favor use-o com sabedoria e não se separe da gente!” Quando aos recursos, as gravadoras podem administrá-los ou colocar você em contato com as pessoas certas para publicidade, distribuição, fotografia e vídeo. Eles podem te ajudar a escrever sua biografia, os releases para imprensa e muito mais. Isso faz você economizar muito tempo que, sem uma gravadora, teria de gastar com pesquisa, logística, escrever e ficar coçando a cabeça. É claro que você tem de aplicar esse tempo que “economiza” em coisas que vão te fazer um músico melhor.
  3. Validação e influência — Todos os convidados da Portia no programa (chefões de gravadoras) concordaram: assinar com uma gravadora não é um portão mágico pelo qual se passa e todos os seus problemas desaparecem. É só O COMEÇO de um longo período de trabalho puxado. MAS… agora você tem uma equipe que está investindo na sua música. Uma equipe que consegue falar de você em alto e bom volume, te inserir na imprensa, entrar em contato com os agentes que marcam show etc. Uma gravadora se rendeu a você, e essa validação é muito valiosa em um mercado cada vez mais lotado.

Então, como conseguir chamar a atenção de uma gravadora?

Como a Portia diria, é preciso que você pareça ser alguém que vai conseguir ser bem-sucedido sozinho. Faça shows incríveis. Conquiste fãs. Lance músicas boas. Crie um tititi. DEPOIS disso as pessoas vão querer pular no seu barco.

Para simplificar as coisas: você precisa de uma gravadora? Não, você não precisa de uma gravadora para começar. Na verdade, você VAI e DEVE começar sem uma gravadora. Depois que você tiver construído um nome para si, faça a si mesmo a mesma pergunta. Nesse momento, a resposta pode ser diferente.

O que você acha? Está atrás de uma gravadora?  Você tem um contrato com uma e é feliz? Quer jorrar sua experiência ruim com esse sistema? Conte para a gente na seção de comentários, aqui embaixo.

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