Uma espiadela nos bastidores de quatro clipes de artistas independentes

Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça e quase nada de dinheiro no bolso: o SomosMúsica começa agora uma série em que vai mostrar os melhores videoclipes independentes e saber dos artistas neles como conseguiram ter bons vídeos sem muita grana

Uma espiadela nos bastidores de quatro clipes de artistas independentesPor Chris Robley

O making of de um videoclipe independente

Entre meus contatos da CD Baby e da Illustrated Sound (a nova rede social da CD Baby para YouTube), ouvi de muitos artistas que lançaram videoclipes com visual bacana.

Eu achei que seria interessante de vez em quando compartilhar com vocês alguns dos que se destacam, junto com comentários do artista ou do diretor sobre a produção do vídeo, na esperança de que essas informações possam ajudar você no seu próximo projeto de vídeo.

Quando você assistir a esses vídeos, vale a pena lembrar que só porque você é um músico independente que faz as coisas por conta própria, isso não significa que você esteja impedido de trabalhar com profissionais em qualquer aspecto do seu vídeo: filmagem, edição, produção de set etc.

Então vamos lá dar uma olhada. Embaixo dos vídeos há comentários do artista sobre a filmagem.

“Como eu sou um artista independente, foi muito importante achar uma equipe de criativos que me ajudasse a levar meu primeiro videoclipe a um lugar pouco habitual, ainda mais levando em conta que meu orçamento era limitado. Por sorte, tive o prazer de trabalhar com a normal.tv para produzir o vídeo de “BAD.”

Inicialmente, eu sentei com o produtor Anthony Baldino e com o diretor Ryan Lacen para discutir conceitos e pensar em jeitos de atrair a atenção do espectador logo de começo. Foi aí que veio a ideia de editar o vídeo para que o roteiro começasse do fim, e começasse do começo.

Durante as filmagens de um dia todo, houve momentos interessantes que precisaram acontecer para que a gente tivesse o material bruto de que precisávamos. Por exemplo, em algumas das cenas, eu tinha de aprender a cantar minha música ao contrário, para que a ação de eu cantando em “reverse” parecesse de verdade quando a gente filmasse. Eu nem me lembro de quantas tomadas tivemos de gravar! O processo como um todo foi uma chance de aprendizado tão grande para mim, porque eu tive contato com a escolha de imagens, correção de cor, desenhar o “story board”, gerenciar o orçamento etc. Entre coisas como locação de equipamentos, escolha de locação, equipe, pessoal da técnica, da limpeza, artistas e outras mais, eu vi que tudo isso não seria possível se não fosse a galera que acreditou no projeto e realmente dedicou muitos dos seus recursos.

Meu conselho para artistas independentes que estão pagando por parte do seu projeto é gastar o tempo que for para encontrar pessoas em quem você confie. Com quem você consiga colaborar, profissionalmente e com prazer, para o trabalho também ser divertido. Há muito tempo, energia e esforço gastos nesse trabalho, e é necessário que o artista se sinta confortável por horas ininterruptas.” — Alexx Mack

“Colaborar com outros artistas é sempre divertido. Nós somos ambos da mesma área de New Jersey   e por isso fazia tempo que eu queria trabalhar com o Scott Paul. Foi ótimo finalmente combinar nossos estilos de música.

Quando a gente se encontrou, decidimos manter a interpretação original da música, enquanto ao mesmo tempo daríamos nossa cara a ela. É um grande desafio porque, com uma banda como os Gorillaz, ou com qualquer outro artista de quem já fizemos covers, você nem sempre percebe todas as sutilezas do som até começar a analisar a música em pormenores. É tipo uma engenharia ao contrário. A gente quebra a música o máximo que pode e depois a reconstroi peça por peça.

Enquanto estávamos filmando, focamos no uso de cores intensas para entrar no estilo dos Gorillaz e mantivemos as cenas simples para deixar a ênfase no som. Conseguimos usar uns instrumentos divertidos, como um Q-Chord (teclado digital com dezenas de teclas e efeitos e uma forma que parece a letra Q), bem como uns samples de vocais.

Quando estiver trabalhando com vídeo, é importante ter um conhecimento consistente de sua câmera e a lente dela (se você estiver usando uma câmera DSLR) e a iluminação apropriada para usar com elas. Você pode fazer um set bem bonito usando lâmpadas improvisadas e filtros de cor, gastando bem pouco dinheiro. Comece com conceitos pequenos e vá crescendo a partir daí, conforme for se sentindo mais competente. Ter paciência é essencial — não lance um vídeo só porque você o fimou. Se não estiver bom o suficiente para o seu padrão, continue a filmar ou a editar até que o corte final esteja pronto para ver o mundo.” — Rigbi

“Do Your Thing” foi usado na primeira temporada do seriado House of Lies, do canal Showtime, e depois de novo no comercial da temporada 3, em que apareciam Don Cheadle e Kristen Bell. Quando o segundo video com ela apareceu, eu sabia que era a hora de capturar alguns olhos e ouvidos, e por isso decidi que era a hora de achar um “Usher jovem” para cantar a música e quebrar tudo com a coregrafia.

Eu sou sortudo por ter uma equipe de vídeo incrível que fez meus outros videoclipes. O diretor de fotografia Matt Roe me falou sobre a filmar uma apresentação. Então eu escalei o Zach Salsman (cinematógrafo) e o Ben Redmond (diretor) para trabalhar comigo nas filmagens. Nós filmamos no Gradient Studios, em DTLA, em que está a pintura “Elysium”, de Norman Zammitt, um marco do centro histórico de Los Angeles.

O conceito de todo o vídeo girava em torno de achar o jovem superstar Kida The Great, que na época tinha 11 anos de idade. Eu garanti sua participação com o seu agente, da Clear Talent Group (LA). Kida era o melhor dos profissionais, trabalhando noite e dia, colocando muita criatividade e diversão na sua rotina de dança, e também aprendendo sempre a música de cor. Ele arrasou na apresentação e tem um futuro brilhante à sua frente.” — Jensen Reed

“O vídeo de ”The Best Fears of Our Lives” foi uma experiência desafiadora e divertida. Foi muito trabalho de equipe, com um time muito entrosado e uma pré-produção bem feita permitiu que tivessemos tempo para fazer isso. O diretor Brian Petchers e eu bolamos nosso conceito antecipadamente: a gente queria captar a nostalgia de ser jovem e não ter medo. Para fazer uma reverência à minha infância, nós estabelecemos a cena com locações em Orange County, Nova York, que se parece bastante com a área onde eu cresci.

Com apenas dois dias ambiciosos para gravar, a co-produtora Regina Zaremba e eu tivemos de fazer malabarismo com uma série de atribuições já no set. Foi aí que uma pré-produção bem detalhada foi importante, especialmente porque iríamos usar vários atores mirins em locações diversas. Nós fizemos nosso dever de casa entre uma locação e outra, decoramos as paredes do quarto de infância cenográfico com pôsteres de bandas antigas. Tivemos muita ajuda de amigos e familiares generosos que puderam atuar como figurantes ou dirigir para pegar algum ítem que tivesse faltado. Foi um trabalho de equipe, com certeza, então quero deixar meus agradecimentos em especial ao diretor de fotografia Patrick Lawler, à maquiadora Liz Maney e os incansáveis membros da equipe. Todos nós temos muito orgulho desse vídeo.” — Dylan Owen

Você tem alguma dica de videoclipe ou um vídeo que queira compartilhar? Deixe um link na seção de comentários, aqui embaixo.

YouTube Guide

1 Comentário

  1. canavieramusicos@gmail.com'
    by Banda Canaviera on julho 11, 2016  22:56 Responder

    Segue o videoclipe do single "Muleque", da banda Canaviera de Ribeirão Preto - SP

    https://www.youtube.com/watch?v=cUQuT7B3XHQ

Comente

Seus email não será publicado.