Sua música ao vivo deve ser igualzinha à do CD?

Quer ser que nem a Anitta, que praticamente dubla a si mesma, ou que nem o Ed Motta, que nunca toca a mesma música duas vezes? O Blog SomosMúsica discute o quanto é necessário ter uma apresentação parecida com seu CD

shutterstock_115311589Por Chris Robley

O Queen não conseguia reproduzir ao vivo a parte de “Bohemian Rhapsody” que tinha ares de opera, no meio da canção, mas eles sabiam mais do que bem que os fãs queriam ouvi-la.Então, em vez de tentar fazer uma imitação de segunda categoria, eles saíam do palco e deixavam a gravação de estúdio tocar (com iluminação dramática) tomar o palco. Quando eles reapareciam, quebrando tudo na Terceira parte da música, os solos de guitarra e os vocais potentes de Freddie Mercury pareciam ainda mais fortes.

Mas se sua banda por acaso NÃO é o Queen, e sua música não é icônica como “Bohemian Rhapsody” colocar parte de gravação de estúdio com performance ao vivo — o que me leva a pensar, o quão drasticamente seu som ao vivo pode diferir da versão do CD antes de você começar a deixar seus fãs cabreiros?

Parte do público está disposta a seguir o artista a qualquer lugar e amam a cara inventiva que reinterpretar uma música dá a ela. Já outras plateias vão querer a reprodução idêntica daquilo que ouviram no CD.

Pessoalmente, eu fico no meio dessas duas opinições. Fiquei bem irritado num show da MIA em que ela apresentou um medley de todas suas canções, mas com as melhores partes (na minha opinião) removidas. Por outro lado, fiquei super tocado com os acústicos de John Vanderslice, ainda que minha parte predileta da sua arte seja a produção e o arranjo das músicas. Eu bufo toda vez que um artista não respeita pelo menos minimamente a harmonia melódica das gravações (eu estou falando com vocês, Adam Duritz e Ed Motta!), mas geralmente acho OK mudanças em instrumentação, tom ou cadência.

Então qual é? Há um limita que não deve ser cruzado na hora de “trazer para a vida” o seu disco? Se você sabe que não vai conseguir tocar igual na frente da plateia, você deve evistar gravar desse jeito no estúdio? Os Beatles certamente não se seguraram em seus álbuns— mas, de novo, eles uma hora pararam de tocar ao vivo! (Acho que este é um dos jeitos de resolver o problema).

Conte para mim o que você pensa sobre isso na seção de comentários, aqui embaixo.

 

 

10 Comentários

  1. tonybarreto2014forrofolia@gmail.com'
    by Tony Barreto on julho 10, 2014  08:16 Responder

    Tenho tentado fazer isso: Fazer no palco parecido com o CD mas, deixo a desejar, pois falta-me recurso instrumental, que custa muita grana. Quem sabe num futuro próximo.

  2. carlinhodefrancamotta@hotmail.com'
    by Carlinho Motta on julho 16, 2014  18:29 Responder

    É evidente que você deve levar a pegada da gravação, mas mesmo que não consiga ser totalmente fiel a gravação, você deve chegar bem próximo do original, o que nem todos conseguem, muito difícil, pois no estúdio a ambientação é diferente do que acontece ao vivo, as emoções são outras.
    Por outro lado, dependendo do trabalho, cabe fazer algumas variações diferentes para dar uma nova roupagem, mas tudo sem exageros, e concordando com o Tony Barreto, e muito caro ter todos os instrumentos que participaram do CD, a ideia é tê-los, mas nem sempre dá.

  3. luizdeoliv@bol.com.br'
    by Luiz Alberto de Oliveira on julho 16, 2014  18:46 Responder

    Já me apresentei cantando em Festivais, sozinho com violão, com colegas, e com Play Back interpretei 3 músicas do meu álbum anterior pra um público relativamente pequeno, cerca de 150 pessoas. Não tenho timidez, porém o que me faltam são duas coisas somente: tempo e entrosamento com uma Banda.

  4. alvaresrocha@yahoo.com.br'
    by Dinho on julho 16, 2014  18:49 Responder

    Tive a chance de assistir um show do AEROBOO e na música conflito final e olhos na guerra eles
    fazem igualzinho ao CD , eu prefiro que faça igual.

  5. thiago@alemdoveu.com.br'
    by Thiago Martins de Paulo on julho 16, 2014  19:59 Responder

    Ola, nós utilizamos sampler e conseguimos disparar as cordas, dobras de guitarras e até dobras de backs, porem todos nós tocamos de fone ouvindo o click da musica, sendo assim o tecnico de som tem esse Sampler em um canal a parte e quando vamos passar o som, ele mixa tudo isso com a banda.
    Acho que cabe a banda saber que podera tocar amarrada em algumas musicas mas o resultado será excelente e em musicas que nao tem necessidade, tocamos sem sampler mas nunca fica igualzinho o CD, geralmente alteramos o andamento para uns 5 ou 10 pontos a mais. Abcs

  6. pgapereira@hotmail.com'
    by SPS Poncelet on julho 16, 2014  22:20 Responder

    Quando a performance está no ponto, isto é, bateria, arranjo, acompanhamento, e timbre dos instrumentos solo límpido, forte e claro, eu parto para a edição musical que leva cerca de 8 horas para se obter uma gravação perfeita. Depois eu dou o toque mágico da performance por softwares que modifica por completo a obra acabada de editar. Como eu vou reproduzir na íntegra a gravação do CD? Não há mágica.

  7. djericlessilva@hotmail.com'
    by Ericles on julho 17, 2014  04:29 Responder

    Acho que quanto melhor for o artista, menos efeitos vão ser necessários na música, justin timberlake estourou com a sexy back, e nos lives cantava normalmente, a diferença era grande, mais a sua qualidade como cantor não deixava de transparecer, no pop o padrão são efeitos drásticos, mais no caso de outros gêneros acho que é bom procurar sempre ser o mais original possível, é normal ouvirmos uma voz no cd e outra no live, o pessoal já está acostumado com isso e não tem atrapalhado os shows, mais uma boa voz no cd idêntica à live surpreende e encanta a todos.

  8. Caojrn@yahoo.com.br'
    by Carlos on julho 18, 2014  01:02 Responder

    Eu acho que um show só faz sentido se alguma coisa for diferente do CD. Senão vira dublagem e o fã não tem nada pra contar. E aí entra o bom senso. Quanto mudar? Pouco. Mas significante. Se é uma cantora de bela voz, que explore sua bela voz com novas linhas melódicas. Se nem tanto, muda um pouco o arranjo aqui, mistura as músicas acolá, coloca uma música estourada de outro artista no meio...

    E respeitemos o refrão. O momento que o público adora cantar junto.

  9. guimafogo@yahoo.com.br'
    by Marco Antonio Guimaraes on julho 21, 2014  00:46 Responder

    O meu estilo de música(samba), facilita que eu toque diferente do CD, pois a letra e swing são o que importa.
    No meu CD além de cavaco,violão, percussão, eu acrescentei umas cordas e bateria.
    No show ao vivo eu uso um banjo e mais percussão.
    Nunca ninguém reclamou.

  10. alexedu20@yahoo.com.br'
    by Alex Eduardo on outubro 2, 2014  02:21 Responder

    Eu sou a favor de gravar e executar ao vivo igual ou melhor que o CD. Nada inferior a isso deve ser executado em público, a não ser que vc vá em alguma rádio e o acústico esteja lá pra vc, aí é diferente. Mas se vc grava ABC faça ABC ao vivo tb, valorize sua música e valorize quem foi ver vc.

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