Por que sua banda deveria tocar com formações diferentes

Abaixe o baixo, pegue a guitarra e depois do ensaio dê uma treinada na baqueta. O SomosMúsica mostra como bandas ganham mais dinheiro e fãs se dão uma alterada na formação e fazem shows diversificados

Por que sua banda deveria tocar com formações diferentesPor Chris Robley

Capacidade de adaptar a performance ajuda você a tocar mais músicas, ganhar mais dinheiro e construir uma audiência

Eu tenho muitos amigos que foram a Austin para o festival SXSW, o que significa que minha linha do tempo do Facebook e os posts do Twitter estão cheios de fotos de shows. E uma coisa que notei: em muitas dessas fotos, as bandas estão tocando com a configuração reduzida ou alterada.

Uma banda de synthpop está sem seu baterista. Uma banda de rock que é centrada na guitarra está fazendo um show acústico. O vasto grupo de indie decidiu baixar suas sanfonas, violoncelos, trompetes e banjos e decidiram fazer segunda voz para o vocalista, formando uma espécie de coral de bêbados.

Essa tática faz sentido no SXSW, onde já é difícil andar em meio à multidão mesmo SEM ter de carregar equipamentos grandes ou pesados. Quando você se despe de algumas camadas sonoras, você fica mais móvel (falando logisticamente, é claro). Você pode tocar, desmontar sua parafernalha e seguir para o próximo lugar em que tem que estar.

Além do mais, se você é como algumas bandas que eu conheço e toca umas nove veses no correr do evento, mudar os instrumentos dos membros é um jeito de manter o frescor (tanto para a banda quanto para a audiência).

Mas há algumas outras boas razões para você querer adotar uma solução similar quando estiver de volta à sua casa, fazendo shows locais.

1. Alimente sua plateia com variedade

Como eu disse acima, quando você muda sua instrumentação para o show, você terá o fator novidade jogando ao seu lado (que pode ser o diferencial que vai fazer alguns ouvintes irem atrás do seu som). Isso é especialmente verdade quando você estiver tocando para as pessoas na sua região ou que já te viram tocar algumas vezes nos últimos anos.

2. Agende mais shows (e ganhe mais dinheiro)

Quanto maior o número de configurações que sua banda conseguir adotar (sem baterista, acústico de volume baixo, ato solo ou de dupla, etc.), maior o número de shows que você vai conseguir marcar — isso te ajuda a ter mais trabalho sem saturar seu mercado, porque tipos diferentes de fãs irão a esses tipos diferentes de shows.

E, dependendo da área em que você morar, os shows que mais pagam podem ser os de restaurantes e de bares de vinho, E NÃO em baladas. Ah, e não se esqueça de eventos corporativos e festas de firma. Pode ser que eles queiram o show completo e pesado, mas pode ser que queiram só uma dupla tocando uma música tranquila perto da mesa de drinques.

3. Esteja preparado para tocar em estúdios e em lojas

A não ser que você esteja tocando na Jovem Pan, é capaz que suas apresentações de estúdio sejam menores do que as de palco. Não há muito espaço em estúdios de rádio para montar a estrutura toda, com amplificadores, baterias e um coro.

Algumas lojas de disco independentes podem também não ter um espaço suficientemente grande para uma banda inteira, então esteja pronto para lugares menores.

4. Prepare-se para emergências

Sua turnê está a 2.000 km da sua casa quando o baixista começa a vomitar dentro da van. Você vai cancelar o show? Não, faça um show com percussão leve e sem baixo..

Você dirigiu 300 quilômetros para abrir um show para uma banda que ia te emprestar a bateria — mas eles brigaram no dia anterior, se separaram e não avisaram a casa de shows (nem a você). Você vai dirigir mais 300 quilômetros para voltar para casa? Não, faça um show reduzido sem a bateria! (E lembre-se de reconfirmar os detalhes da estrutura NO DIA do show).

Etc. Etc. Etc. Etc.

Você já entendeu. Você vai se deparar com situações de performance inesperadas de vez em quando, sem o equipamento ou o espaço desejado. Você pode se queixar disso como uma diva ou pode se preparar com antecedência e arrasar em qualquer situação, espaço ou público. Eu recomendo que você vá pelo segundo caminho. Descubra que músicas funcionam em diferentes formações, e depois faça setlists diferentes para situações diversas e adversas.

No mínimo, você estará pronto para tocar no churrasco de um amigo… ou no próximo SXSW.

A sua banda consegue ser flexível e tocar com formações diferentes? Isso ajudou na sua carreira? Conte para a gente na seção de comentários, aqui embaixo.

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