Eu perguntei para o Jack Conte sobre sucesso… eis o que ele compartilhou

Você vê uma banda de sucesso como a Pomplamoose e acha que os caras sempre souberam o que tavam fazendo. Mas o Jack Conte contou pra gente que não, que às vezes criar no escuro dá medo. Vem saber mais sobre o sucesso dele nessa entrevista exclusiva

Eu perguntei para o Jack Conte sobre sucesso… eis o que ele compartilhou
Por David Andrew Wiebe

Jack Conte é metade da banda Pomplamoose, que inicialmente ganhou projeção no YouTube com um video musical, e depois rapidamente se esforçaram para lançar músicas e se apresentar ao vivo. Jack também fundou a Patreon, um site de pequenos crowdfundings, em que artistas podem fazer para conseguir recursos com os quais levarem seu trabalho adiante.

Eu recentemente perguntei para ele:

Que bloqueios ou obstáculos mentais você teve que superar para conseguir ser um artista de sucesso (e empresário)? O que te levou a continuar fazendo experimentos quando não havia nenhuma certeza de que você conseguiria estabelecer uma conexão com o público?

Na sua resposta, Jack foi rápido para dizer: “que pergunta importante e bem pensada. Essa é A pergunta, mesmo…” , indicando que o estado de espírito é o fator que mais limita os músicos.

Eis o que ele compartilhou comigo.

Pintando no Escuro

Primeiramente, Jack me mostrou um vídeo que ele disse que resume seus pensamentos sobre esse assunto, melhor do que ele mesmo poderia expressar. Olha o vídeo aqui:

Aqui vão algumas coisas que aprendi com esse vídeo (caso você não queira ver, não fale inglês ou prefira um resumo):

  • A internet criou um campo de atuação para pessoas criativas – ou será que criou?
  • O sucesso geralmente parece uma coisa que acontece para os outros. E só.
  • Artistas que são aconselhados a “parar de criar no escuro” e tentar se esforçar mais na divulgação de sua música.
  • Autotelia: uma combinação das palavras “auto” e “objetivo”. Ela se refere a uma atividade de uma pessoa, uma atividade que não é feita esperando vantagens no futuro, mas porque fazer isso é uma recompensa. Quando uma atividade não é autotélica, são atenção está focada nas consequências do seu trabalho. Vincent Van Gogh podia não saber o que essa palavra significava, mas parece que muitos dos seus trabalhos são autotélicos.
  • Há muitas pessoas que, como Van Gogh, reconheceram que o resultado do seu trabalho não dependia deles. Você não pode controlar o resultado, então por que gastar seu tempo pensando nisso?
  • Hoje, os resultados são mais valorizados do que qualquer outra coisa. A gente vai continuar fazendo arte quando ninguém estiver olhando?

O Jack comentou

Fazer arte “no escuro” (para ninguém, sem um público, para ninguém que se importe) é extremamente doloroso.

O único motivo para fazer isso é o amor pela arte.

Os obstáculos que o Jack teve de superar

Aqui vão alguns dos outros bloqueios mentais e obstáculos que o Jack teve de superar:

  • Se afastar do perfeccionismo.
  • Publicar canções antes de elas estarem finalizadas.
  • Aprender a se manter motivado depois de um fracasso.
  • Suspender a lógica em nome da emoção.

O Jack compartilhou esses esforços comigo em forma de tópicos. Eu fiquei muito fascinado pelo último tópico (e aposto que você também).

Geralmente, a mensagem que a gente escuta do mundo –talvez não abertamente, mas com certeza no subconsciente – é o contrário. Para suspender a emoção e usar a lógica (métrica e resultados) na frende dos sentimentos (completude, alegria, frio no estômago etc.).

Felizmente, o Jack me mostrou um post de um blog em que ele tinha escrito exatamente sobre isso, com o título coerente de “I’m f*#$ing terrified” (Eu tô me c*&*#$ de medo, em inglês). Você vê aqui embaixo uma análise minha

Suspender a Lógica em Nome da Emoção

Aqui vai um resumo do que o post do Jack aborda:

  • Na época em que escreveu, o Jack tinha gasto 28 dias gravando um videoclipe. Isso estava esvaziando a conta dele no banco.
  • Por um mês, ele decidiu colocar de lado sua “prudência esculpida”, e no lugar dela investir num projeto que não tivesse retorno garantido
  • Ele se sentia culpado de gastar tanto tempo e dinheiro com um projeto.
  • Ele estava se questionando sobre essa decisão, mas se deu conta de que não havia outro jeito de atingir a qualidade de arte que queria. Ele sentiu que precisava abrir mão do seu “cérebro e do corpo” para chegar aonde queria.

Quando eu penso sobre isso, me lembro do que John Flansburgh disse sobre seu projeto Dial-A-Song no documentário Gigantic (A Tale of Two Johns). Ele disse:

Os anúncios de casas de massagem custar 50 pratas no jornal, e os anúncios de assuntos pessoais custam 10 pratas. Então eu disse para eles que o meu era um anúncio pessoal. Eu tinha um negócio Dial-Song-Service (um serviço de disque para música). E eles responderam “Isso é um negócio?” Não. “Isso é para divulgar algo?” Não. Só é minha pira. Me deixa em paz. E eu pagava 10 pratas toda semana.

Eu não consigo deixar de encontrar semelhanças com a minha situação atual. O dinheiro e o tempo que eu coloco na The Music Entrepreneur HQ. Eu nunca gastei tanto dinheiro com publicidade. Eu nunca fui tão sério quanto a algo como eu sou com a minha empresa, que serve para ajudar músicos e donos de negócios de música. E eu ganhei algum dinheiro no meio do caminho.

Mas a TME ainda não foi testada. Não há garantia de que vai ser um investimento com retorno. Eu posso não estar assumindo um risco tão grande quanto o que o Jack assumiu tempos atrás mas eu estou me arriscando.Talvez a história do Jack prove que eu estou no caminho certo, entrando numa “zona de desconforto”

Mas eu estou fazendo “minha arte” na forma de posts de blog, podcasts e vídeos. E, se não fosse divertido para mim, eu não estaria fazendo. Talvez isso baste.

Pensamentos Finais

Você cria arte porque quer ou você cria porque espera algum resultado?

Se eu aprendi algo com as coisas acima, é que a gente nem sempre pode controlar os resultados. E quando a gente foca no prazer que é essa atividade, isso acaba virando a recompensa em si.

Assim como você, eu crio porque quero que os outros descubram, caiam de cabeça e gostem do meu trabalho. Mas meu foco no trabalho me dá mais paz de espírito do que se eu focasse nos resultados. Pensar em resultados tende a me levar à comparação, e eu sei que isso não é muito saudável.

O que você acha? Você tende a focar mais no trabalho que está fazendo, ou mais no que ele está gerando?

[Este post apareceu primeiro no Music Entrepreneur HQ.]

Ouça o Podcast CD Baby’s DIY Musician Podcast, com a entrevista com Jack Conte, em inglês, AQUI.


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