3 Lições Aprendidas no Indie Artist Summit

Ding-dong. Quem bate? É Rick Barker, ex-empresário de artistas como Taylor Swift. E ele quer falar com você. Mentira, ainda não quer, mas o SomosMùsica foi ouvir ele e outros produtores de peso no Indie Artist Summit para saber como conseguir prender a atenção de quem pode fazer sua carreira decolar

3 Lições Aprendidas no Indie Artist Summit[Este post foi escrito por Dave Kusek, que fundou a New Artist Model, uma escola de negócios musicais onlines para artistas independentes, performers, produtores, empresários e compositores. Ele também é o fundador da Berklee Online, co-autor do livro The Future of Music (o futuro da música) e membro da equipe que colocou o formato Midi no mercado.]

Hoje em dia, você consegue construir toda sua carreira musical a partir do nada. Você pode gravar sua própria música, pode distribui-la por conta própria e pode conseguir mais fãs e se conectar com eles.

Ao mesmo tempo que isso é uma liberdade sem precedente para os artistas, também é uma grande barreira. Há muito para se aprender.

Se você quer aprender, você precisa encontrar pessoas experientes do mercado que estejam dispostas a compartilhar seus conhecimentos e servir de mentor. Infelizmente, a maioria dos músicos não tem acesso a essas pessoas. Mas eu tenho. Rick Barker, ex-empresário de Taylor Swift e fundador da Music Industry Blueprint, e eu estivemos recentemente em nosso primeiro Indie Artist Summit, um encontro para músicos que acontece em Nashville, nos EUA. Nós levamos conosco as pessoas que mais inovam nesse mercado, para compartilhar seu conhecimento e dicas, e músicos do mundo todo voaram até a cidade para ouvir seus conselhos.

Nós ficamos completamente embasbacados com o tanto de informação que nossos palestrantes compartilharam, então decidimos gravar todo o encontro Summit e disponibilizá-lo para todos os artistas independentes do mundo. Neste texto, vou abordar alguns pontos essenciais que os palestrantes abordaram, mas você consegue acessar o equivalente a dois dias de palestras num link logo aqui.

1. “Eu acredito muito em talento. Você quer que eu acredite em você e goste de você. Você não quer ter de me pagar para eu fazer isso.” – Michael Knox, o produtor do Jason Aldean

Há mais ferramentas do que nunca para fazer sua música ficar ótima. Nós chegamos a um ponto em que a tecnologia pode nivelar mixagens ruins ou até desafinadas em notas. Além disso, o marketing atual consegue colocar o seu som para (literalmente) milhões de pessoas que não o ouviriam de outra forma.

Mas, se você quiser mesmo ser bem-sucedido no mercado apinhado de músicas de hoje em dia, o talento importa mais do que nunca. Você precisa se dar tempo para aprimorar sua habilidade como compositor, como performer e como músico. Há milhares de pessoas competindo pela atenção daquele produtor ou do apoio daquele publisher e, se você quiser se destacar nessa multidão, precisa mostrar que de fato é melhor do que a média.

É claro que há profissionais que irão trabalhar com você sem acreditar no seu som, se forem pagos para isso, mas esse relacionamento não é muito saudável. Se um empresário está te ajudando a ganhar mais fãs ou um publisher está garantindo que sua música seja gravada, e você quer que eles te ajudem a se aprimorar como artista, eles precisam acreditar no seu trabalho. Foque nas suas habilidades e faça com que as pessoas acreditem em você. (Clique aqui para saber mais sobre Michael Knox.)

2. “Os fãs não precisam de mais jeitos de comprar ou de consumir a sua música. Eles precisam de razões para comprar sua música.” – Benji Rogers, co-fundadoe e presidente da Pledge Music

Nós, artistas, sabemos que hoje há mais maneiras de levar nossas músicas aos fãs do que nunca. Chega ao ponto de ser confuso sobre que ferramentas ou serviços usar para isso. Você pode vender CDs físicos, discos de vinil, downloads digitais, e também serviços de assinatura de áudio, de vídeos e shows em streaming. Entretanto, nosso lado fã sabe que mais dinheiro investido em marketing e em ferramentas que tragam o som para mais perto dos nossos dedos não necessariamente vai fazer que a gente compre mais músicas. Nós compramos música para apoiar os artistas que amamos. Sim, acesso fácil ajuda, especialmente quando se trata de um ouvinte mais casual, mas se um fã estiver obstinado a comprar uma música ou um CD, eles farão isso não importa o quão difícil seja.

A chave no negócio não é oferecer centenas de jeitos para um fã comprar sua música, mas dar mais razões para esse fã comprar sua música e apoiar o artista de que tanto gosta. É claro que uma nova faixa ou álbum é uma razão boa para comprar, mas essas novidades só vêm de vez em quando e, se você quiser aumentar sua renda, você precisa dar aos fãs incentivos mais frequentes para comprar.

Facilidade de acesso, quantidades limitadas e envolvimento são fatores que podem levar fãs a comprar. Alguns fãs podem comprar um CD ou disco de vinil assinado, mesmo que eles já tenham esse álbum só porque isso significa ter um acesso maior a você como artista. Você pode ir além e oferecer shows privativos a seus fãs, apresentações em casa ou conversas no Google Hangouts. Pôsteres em edição limitada, fotos da banda ou arte também são valiosos para os fãs mais fervorosos. (Clique aqui para saber mais sobre Benji Rogers.)

3. “O segredo para a mudança é focar toda sua energia em construir o novo, e não em lutar contra o velho.” – Jay Frank

Com todas as mudanças pelas quais o mercado da música vem passando, as pessoas estão em busca de um modelo de salvação. Bom, aqui está ele. Todo mercado muda. E essas mudanças estão ficando cada vez mais aceleradas, com a potencialização da tecnologia. Lutar pela preservação do modelo antigo é sem jeito, e essa luta em vão está nos impedindo de perceber o potencial que os novos tempos. Nunca antes na história deste mundo houve acesso tão fácil aos fãs. Você pode jogar suas músicas na internet e acessar possíveis fãs do mundo todo em apenas alguns minutos, você consegue falar diretamente com eles, e você pode colaborar também com artistas de todo o mundo.

Jay Frank construiu um negócio extremamente bem-sucedido ao redor de algo que a maioria das pessoas da música são contra – o Spotify. Pergunte do Spotify para músicos e você vai ouvir muitas histórias de pagamentos minúsculos e alcance limitado, mas muitas pessoas veem o Spotify pelos parâmetros antigos do mercado em vez de olhá-lo com uma perspectiva fresca. O selo do Jay, chamado DigSin, usa a imensa influência que playlists do Spotify têm para chegar a audiências enormes e angariar fãs nas pessoas que ouvem as músicas pela primeira vez. A apresentação dele no Summit deixou todo mundo embasbacado e jogou por água abaixo os pensamentos que muita gente tinha sobre o Spotify.

Mantenha sempre em perspectiva, entretanto, que essa lógica não se limita ao Spotify. Qualquer coisa, de shows em “streaming”, “crowdfunding”, ou marketing online; tente não restringir sua vida ao passado, comparando sua nova realidade com contextos e modelos antigos. Foque sua energia em construir novos modelos. (Clique aqui para saber mais sobre Jay Frank.)

Isso é literalmente só uma fração das informações que foram compartilhadas no Indie Artist Summit. Nós estamos falando de dois dias de palestras, com conselhos práticos que músicos independentes podem começar a usar já, e nós filmamos tudo isso. Se você quer ver todos os vídeos do Summit, é só clicar nossa série de vídeos.

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